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Tarifas de Trump sobre Groenlândia são um erro, diz Ursula von der Leyen

Von der Leyen chama tarifas de Trump sobre a Groenlândia de erro e questiona confiabilidade do presidente dos EUA, sinalizando resposta europeia firme

Ursula von der Leyen told the World Economic Forum (WEF) in Davos that the threat of 10% tariffs was ‘a mistake’. Photograph: Gian Ehrenzeller/EPA
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  • Ursula von der Leyen chamou as tarifas de Trump de erro e questionou a confiabilidade dele, em Davos.
  • Trump ameaça impor tarifa de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre importações de oito países europeus que resistem à ideia de tomar Groenlândia, com possível aumento para 25%.
  • A escalada pode destabilizar as relações transatlânticas, levando a retaliações da UE e a uso do instrumento anti-coercição (ACI) para limitar acesso a contratos públicos e serviços.
  • A UE trabalha em um pacote de segurança ártica, com foco em soberania groenlandesa e cooperação com os EUA; a Dinamarca enviou tropas para Groenlândia.
  • O secretário do Tesouro dos EUA diz que as relações com a Europa continuam fortes e que a crise deve se resolver de forma benéfica para todos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou como erro a ameaça de Donald Trump de impor tarifas sobre importações de oito países europeus que resistem à ideia de os EUA assumirem o controle de Groenlândia. A dirigente também questionou a confiabilidade do presidente americano durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Von der Leyen afirmou que a proposta de taxação de 10% sobre bens vindos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia é inadequada, principalmente entre aliados de longa data. Ela destacou que, no âmbito comercial, um acordo entre UE e EUA, firmado no ano passado, deve ser cumprido.

Ela ressaltou que a relação entre blocos deve evitar uma espiral de atritos e sinalizou que a resposta europeia, se necessária, seria firme, unida e proporcional. A presidente europeia lembrou que europeus consideram os cidadãos dos EUA não apenas como aliados, mas como amigos.

Trump intensificou a pressão para obter Groenlândia, território de governo próprio dentro do reino da Dinamarca, afirmando que os EUA assumiriam o controle da ilha estratégica. O presidente declarou que não há caminho de volta e que o plano será implementado, com ameaças de tarifas escalonadas.

No fim de semana, Trump ameaçou aplicar tarifa de 10% a partir de 1º de fevereiro, com elevação para 25% posteriormente, caso os países listados não desistam de se opor ao plano. O governo americano mencionou nova rodada de negociações e discussões com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Em Davos, o secretário-geral da OTAN não foi o único a ser citado. O presidente publicou nas redes sociais que Groenlândia é essencial para a segurança nacional, apresentando imagens com supostos símbolos de soberania e mapas que indicam a incorporação da Groenlândia aos EUA. Outras publicações mencionaram respostas de líderes estrangeiros.

Separadamente, o presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou incompreensão em relação às ações sobre Groenlândia. A pauta também envolve a possibilidade de retaliação europeia, incluindo medidas que afetariam até o comércio de vinhos e bebidas francesas.

As tensões comerciais aumentam o risco de instabilidade entre UE e EUA, com potenciais impactos na総 NATO. O bloco analisa pacotes de retaliação que incluem um conjunto de tarifas sobre importações americanas e o uso de instrumentos anti-coerção para limitar acesso a licitações e serviços.

Especialistas e ministros de Economia destacaram que a questão não envolve apenas Dinamarca, mas a relação transatlântica como um todo. Bruxelas avalia opções para reforçar a cooperação na região ártica, inclusive com investimentos e cooperação com Washington.

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