- O início de 2025 viu tarifação dos EUA sobre o Brasil com sobretaxas de até quarenta a cinquenta por cento em setores como aço, carnes, agro e indústria, sob o argumento de emergência econômica.
- Em julho, o governo americano sancionou o ministro Alexandre de Moraes, da Supremo Tribunal Federal, pela Lei Magnitsky, com bloqueio de bens e restrições a cartões.
- Em setembro, Trump teve um rápido encontro com Lula na ONU, sinalizando uma reaproximação nas relações bilaterais, seguido de uma reunião oficial entre os dois líderes.
- Em novembro, as sobretaxas foram suspensas ou zeradas na prática, com exceções para carne bovina, café, suco de laranja e aeronaves da Embraer, diante de pressão de empresários americanos.
- No fim do ano, Moraes teve a sanção revogada; Lula e Trump mantiveram o diálogo, e ocorreram deportações de brasileiros nos Estados Unidos em 2025 totalizando cerca de 3.200 pessoas.
Donald Trump iniciou o segundo mandato em 20 de janeiro de 2025, defendendo uma postura crítica ao Brasil e ao Brics. Logo, anunciou tarifas elevadas sobre aço, carnes e produtos do agro, sob a justificativa de emergência econômica.
As sobretaxas chegaram a 40% a 50%, atingindo setores-chave da pauta brasileira. O governo americano alegou perseguição judicial contra Bolsonaro para justificar as medidas, que afetaram as trocas comerciais entre os dois países.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, morando nos EUA, atuou como interlocutor com representantes trumpistas para a aplicação das tarifas, segundo relatos da imprensa.
Impactos econômicos
As tarifas provocaram impacto direto nas exportações brasileiras. Em setembro de 2025, houve queda de até 20% nas exportações para os EUA em comparação com o ano anterior, segundo o MDIC.
Cenário de preços também foi afetado nos EUA. Dados do Bureau of Labor Statistics apontaram alta de mais de 40% no preço médio do café nos primeiros nove meses de 2025.
ReaproximaçãoDiplomática
Em julho de 2025, o governo americano sancionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pela Lei Magnitsky, bloqueando ativos e impedindo uso de cartões de crédito. A medida marcou o auge das tensões entre os países.
Na reta final do ano, o clima mudou. Um encontro rápido entre Trump e Lula na ONU, em Nova York, abriu caminho para um reset diplomático, com avaliação positiva de Trump sobre o brasileiro.
Diálogo e retomada
Pouco depois, houve reunião oficial entre os governos para tratar de negociações técnicas entre Ministérios da Fazenda e do Comércio. Empresários norte-americanos pressionaram por recuo das tarifas.
A maior parte das sobretaxas foi suspensa ou zerada em novembro, com exceção de exceções para carne bovina, café, suco de laranja e Embraer, entre outros produtos.
Desdobramentos recentes
Em dezembro, Lula afirmou haver diferenciação entre discurso público e trato pessoal de Trump, destacando uma aproximação mais cordial. O americano limitou-se a comentários contidos sobre a prisão de Bolsonaro.
No fim de 2025, o governo americano reviveu a saída de Moraes da lista da Magnitsky, após pedido de Lula. O chanceler norte-americano citou que Moraes autorizava prisões arbitrárias.
Atenção internacional
A diplomacia brasileira voltou a ocupar espaço no radar dos EUA. Washington convidou Lula para integrar um conselho de paz sobre conflitos globais, com participação de líderes de cerca de 60 países.
Brasil não confirmou participação ainda, citando riscos políticos. O grupo é visto como alternativa ao papel da ONU, com avaliações divergentes entre analistas.
Panorama interno
Paralelamente, brasileiros nos EUA enfrentaram políticas de imigração mais duras. Em 2025, 3.200 deportações para o Brasil foram registradas, o que representa quase o dobro de 2024, segundo autoridades brasileiras.
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