- Comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou iniciar um processo por desacato contra Bill Clinton e Hillary Clinton por se recusarem a depor sobre vínculos com Jeffrey Epstein.
- O objetivo é encaminhar o caso ao Departamento de Justiça para possíveis ações penais, após as intimações para depoimento terem sido desrespeitadas.
- O comitê, controlado por republicanos, afirma que os Clinton desrespeitaram as intimações para depor pessoalmente na investigação sobre Epstein.
- Os Clinton contestam as intimações, dizendo que a investigação busca atacar adversários políticos do presidente Donald Trump.
- Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, deverá depor diante do painel em 9 de fevereiro, devendo invocar possivelmente o direito de permanecer em silêncio.
Um comitê da Câmara dos EUA aprovou, em 21 de uma data não especificada, iniciar um processo por desacato contra Bill e Hillary Clinton. O motivo é a recusa de depor sobre vínculos com Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.
O Comitê de Supervisão, de maioria republicana, acusa os Clinton de desobedecer intimações para comparecer pessoalmente e depor sobre as investigações envolvendo Epstein. A decisão ainda precisa ser aprovada pela Câmara.
A Câmara, também dominada por republicanos, deverá decidir se cita formalmente os Clinton por desacato e encaminha o caso ao Departamento de Justiça para possíveis ações penais. Os testemunhos escritos já foram apresentados.
As investigações tratam de como as autoridades conduziram o caso Epstein. Clinton já disse que a investigação busca atingir adversários políticos do presidente eleito Trump, que também é alvo de controvérsias envolvendo Epstein.
Segundo o comitê, os vínculos passados de Bill Clinton com Epstein, como o uso de seu avião particular no início dos anos 2000, justificariam o interrogatório presencial. Os Clinton contestam as intimações por falta de propósito legislativo.
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual e deverá depor perante o painel em 9 de fevereiro, com expectativa de invocar o direito de permanecer em silêncio.
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