- Dois petroleiros capturados pelos EUA, M Sophia e Galileo, foram avistados perto de Porto Rico após o sequestro no mês, segundo testemunha da Reuters e dados do TankerTrackers.
- Os navios não estavam transmitindo localização por GPS e, por isso, o paradeiro só foi confirmado nesta semana.
- As embarcações podem permanecer em Porto Rico ou ser movidas para outro porto dos EUA; outros cinco navios capturados ficam próximos à Costa do Golfo, em águas venezuelanas e perto da Escócia.
- As autoridades ressaltam riscos de segurança e ambientais com a frota “sombria” ligada a exportações venezuelanas, devido à idade avançada e à falta de seguros ou certificações.
- Processos legais para quitar apreensões e firmar reivindicações de propriedades devem levar meses ou anos para serem concluídos.
Two navios-tanque resgatados pela posse dos EUA em relação ao petróleo venezuelano foram avistados perto de Porto Rico nesta quarta-feira, segundo testemunha da Reuters e dados do Tankertrackers.com. A vistação ocorreu quase dois semanas após a captura inicial.
O M Sophia, ultramarino de grande porte, foi apreendido em 7 de janeiro; o Galileo, menor, anteriormente chamado Veronica, foi interceptado na semana passada já sem carga. Ambos constam entre sete embarcações ligadas às exportações venezuelanas capturadas recentemente no Caribe.
Fontes oficiais dos EUA não divulgaram destinos ou planos para esses navios. A Guarda Costeira citou não comentar o assunto e encaminhou consultas à Casa Branca, que não respondeu de imediato. A geolocalização dos cascos não estava ativada, o que dificultou a identificação de posições.
Os navios podem permanecer em Porto Rico ou ser encaminhados a outro porto norte-americano. Os outros cinco tonéis capturados estão próximos à Costa do Golfo, em águas venezuelanas e perto da Escócia, conforme dados de navegação. A atuação faz parte de uma ofensiva para conter o tráfico de drogas, segundo autoridades.
O governo americano afirmou que a intervenção visa também fortalecer o setor de petróleo venezuelano, com a ideia de atrair grandes empresas petrolíferas dos EUA para reconstrução. A operação inclui o bloqueio a navios sancionados para evitar exportações de petróleo venezuelano.
Navios vinculados ao petróleo venezuelano costumam ter mais de 20 anos e, segundo especialistas, representam riscos de segurança e ambientais devido à falta de certificação, seguros inadequados e antigos padrões de navegação. Em caso de acidente, liabilidade pode ficar difícil de estabelecer.
Órgãos de fiscalização disseram que as ações legais de confisco civil podem levar meses ou anos para serem resolvidas, não oferecendo soluções imediatas para os problemas logísticos e ambientais. Analistas destacam a importância de monitorar a evolução do caso.
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