- Ecuador anunciará tarifa de trinta por cento sobre mercadorias da Colômbia a partir de 1 de fevereiro, conforme informou o presidente Daniel Noboa.
- A medida é explicada pela equipe de Noboa como resposta a déficit comercial e à falta de cooperação na luta contra o tráfico de drogas na fronteira comum.
- Noboa afirmou a decisão em X (antigo Twitter), dizendo que a tarifa permanecerá até que haja compromisso real de enfrentar o tráfico de drogas e a mineração ilegal na fronteira.
- O governo da Colômbia afirmou que está analisando a medida, segundo informações divulgadas pela Reuters.
- O anúncio ocorre no contexto de ações de segurança de Noboa, que mobilizou mais de dez mil militares em três províncias mais violentes para enfrentar o crime organizado, conforme indicado na reportagem.
Ecuador anunciará a partir de 1º de fevereiro uma tarifa de 30% sobre bens importados da Colômbia. A medida foi comunicada pelo presidente Daniel Noboa, que citou déficit comercial e pouca cooperação no combate ao tráfico de drogas na fronteira comum.
Noboa afirmou, em postagem na rede social X, que a tarifa permanecerá até que haja compromisso real de enfrentar o tráfico de drogas e a mineração ilegal, com a mesma seriedade que o país vem demonstrando.
O governo colombiano afirmou que está analisando a medida, segundo informações recebidas pela Reuters. Não houve anúncio de contorno imediato ou de medidas reciprocas.
Noboa tem imposto diversos estados de emergência e deslocado mais de 10 mil militares para as regiões mais violentas do país, na ofensiva contra o crime organizado no Equador, onde a violência tem aumentado.
O país registra déficit comercial anual superior a US$ 1 bilhão e já adotou tarifas anteriormente, como uma de 27% sobre importações vindas do México em fevereiro do ano passado.
Reações e contexto
Colômbia acompanha a cobrança e estuda próximos passos, enquanto autoridades equatorianas destacam a necessidade de cooperação efetiva na fronteira para justificar a medida.
Entretanto, analistas apontam que o protecionismo pode impactar economia de ambos os lados, com repercussões para setores menores de negócio e consumo ao longo de 2026.
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