- Hong Kong vai emitir as primeiras licenças de emissor de stablecoins no primeiro trimestre do ano, como parte de sua estratégia de hub de ativos digitais.
- O regime de licenciamento, aprovado em 2025, estabelece requisitos rigorosos sobre lastro, direitos de resgate, governança e gestão de riscos.
- Atualmente, onze plataformas de negociação de ativos virtuais já possuem licença, sob supervisão da Securities and Futures Commission.
- Regulatores também avançam na tokenização e lançaram, em 2025, o Projeto Ensemble para testar transações com depósitos tokenizados e ativos digitais.
- Associações de profissionais e gestores de ativos alertam que mudanças mais rígidas podem afastar gestores tradicionais que buscam ampliar exposições a criptoativos.
Hong Kong vai emitir as primeiras licenças de emissor de stablecoins no primeiro trimestre, fortalecendo a posição da cidade como hub regional de ativos digitais em meio à competição global.
As autorizações são parte de uma estratégia regulatória para criar um ecossistema de ativos digitais, que envolve emissão regulamentada, plataformas de negociação licenciadas e produtos financeiros tokenizados.
O regime de licenciamento de stablecoins, aprovado em 2025, impõe requisitos rigorosos de lastro, direitos de resgate, governança e gestão de risco, com foco em estabilidade financeira e proteção ao consumidor.
A Securities and Futures Commission já concedeu licenças a 11 plataformas de negociação de ativos virtuais, incluindo OSL, HashKey e Bullish, conforme divulgações públicas do regulador.
Além das plataformas, Hong Kong avança na tokenização. Em nov/2025, a Autoridade Monetária de Hong Kong lançou o Projeto Ensemble para testar transações com depósitos tokenizados e ativos digitais, envolvendo bancos e gestores de ativos.
Autoridades estudam novas licenças para contratação, assessoria e gestão de ativos de cripto, ampliando o arcabouço regulatório vigente.
Preocupação de gestores de ativos
Gestores de ativos de Hong Kong pedem que reguladores rethink mudanças propostas para restringir a exposição a cripto em carteiras tradicionais, segundo a associação do setor.
A Hong Kong Securities and Futures Professionals Association argumenta contra a remoção da exceção de minimis para gestores com licenças do Tipo 9, que permite exposição limitada sem nova licença de gestão de ativos virtuais.
A proposta ocorre no contexto de consulta pública sobre regime de licenciamento para atividades de cripto, com o objetivo de ampliar o marco regulatório de ativos digitais.
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