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Itália não participará do Board of Peace de Trump, afirma Corriere

Corriere afirma que a Itália não aderirá ao Board of Peace de Trump, por inconstitucionalidade; Meloni pode não ir a Davos

Italy's Prime Minister Giorgia Meloni attends her end-of-year press conference in Rome
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  • O jornal Corriere della Sera afirma que a Itália não participará da “Board of Peace” liderada por Donald Trump, por temer que a Presidência de um único país viole a Constituição italiana.
  • A ideia prevê um órgão chefiado por Trump por tempo indeterminado, com foco inicial no conflito em Gaza e expansão para outros conflitos, cobrando um fee de 1 bilhão de dólares para adesão permanente.
  • Segundo o Corriere, a Itália poderia participar de organizações internacionais apenas em condições de igualdade com outros Estados, o que seria incompatível com a primazia dos Estados Unidos no novo conselho.
  • A premiê Giorgia Meloni não deverá ir a Davos, onde Trump deve presidir uma cerimônia de lançamento da board, e o governo italiano não comentou o assunto de imediato.
  • Convites foram enviados a cerca de sessenta países; além da Itália, países como Hungria e Israel já tinham aceitado sem reservas, enquanto a Rússia também recebeu convite.

Italy não participará do “Board of Peace” idealizado por Donald Trump, informou o jornal Corriere della Sera, citando médias preocupações constitucionais de que a adesão a um grupo liderado por um único país violaria a Constituição italiana.

Segundo a apuração, o governo considera que a estrutura proposta, com Trump como presidente vitalício e taxas de 1 bilhão de dólares para adesão permanente, contraria a igualdade entre Estados e o papel da ONU em assuntos de paz.

A iniciativa tem recebido reações cautelosas de aliados ocidentais, com o objetivo inicial de abordar o conflito em Gaza e depois ampliar para outros conflitos. A imprensa relata dúvidas sobre a legitimidade dessas regras.

Participação de Meloni e Davos

Fontes disseram à Reuters que a primeira-ministra Giorgia Meloni, aliada de Trump, dificilmente compareceria a Davos, onde o grupo será celebrado em cerimônia na quinta-feira. O governo italiano não comentou o assunto prontamente.

O projeto prevê que as adesões sejam abertas a cerca de 60 países, com poucos estados já aceitando sem ressalvas, entre eles Hungria e Israel. A Rússia também afirmou ter recebido convite para participar, segundo relatos.

Contexto e próximos passos

Especialistas ressaltam que a ideia pode impactar o funcionamento de organismos multilaterais já existentes, como as Nações Unidas. Diplomatas observam que a visão de liderança única pode gerar descontentamento entre aliados e parceiros.

A Corriere não citou fontes específicas para as informações sobre a posição italiana. O governo italiano não confirmou oficialmente sua decisão nem o eventual envio de representantes a Davos para a cerimônia de lançamento.

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