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Mortes no Irã vão além de manifestantes, atingindo também espectadores

Mortes no Irã afetam transeuntes e manifestantes; relatos apontam uso indiscriminado de força pelas forças de segurança durante protestos

People attend the funeral of the security forces who were killed in the protests that erupted over the collapse of the currency's value in Tehran, Iran, January 14, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS/File Photo
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  • Arash, estudante de arte de 22 anos, morreu em Teerã no dia 8 de janeiro após ser atingido por um disparo de shotgun enquanto observava um protesto, sem participação ativa.
  • Testemunhas dizem que as forças de segurança atiraram de forma indiscriminada contra manifestantes e transeuntes, levando civis a morrer durante a repressão.
  • A Anistia Internacional registrou uso ilegal de força letal pelas autoridades desde a noite de 8 de janeiro, com evidências de disparos em ruas, telhados e imóveis residenciais.
  • A HRANA aponta quarenta e milhares de mortes ligadas aos protestos — pelo menos quatro mil quinhentos e dezenove, entre eles quatro mil duzentos e cinquenta e um manifestantes, noventa e sete membros de segurança e vinte oito pessoas não envolvidas; o governo afirmou ter mais de cinco mil mortes, incluindo meio mil tosegurança.
  • Os protestos começaram em 28 de dezembro, em Teerã, motivados por dificuldades econômicas, e se espalharam por várias cidades, com relatos de violência em locais como Isfahan, Karaj e Kermânsia.

O que aconteceu: Arash, estudante de artes, foi morto em Tehran após um disparo de arma de fogo enquanto caminhava para casa. Não participava de protestos nem fez dirigiu slogans; a causa exata ainda é investigada.

Quem está envolvido: testemunhas descrevem forças de segurança em uniformes pretos que teriam atirado de forma indiscriminada contra manifestantes e pessoas próximas aos confrontos.

Quando e onde: o incidente ocorreu em 8 de janeiro, nas vias de Teerã, perto de Vanak Square, local já conhecido pelos confrontos entre manifestantes e a lei.

Por quê: autoridades citam terrorismo e distúrbios como justificativa para a repressão, enquanto famílias e organizações de direitos humanos apontam uso indiscriminado de força contra civis.

Indiscriminação de fogo: relatos de testemunhas indicam que civis, não envolvidos diretamente, foram atingidos ao tentar fugir ou ficar no local, transformando ruas em zonas de conflito.

Verificação e volume: a Reuters não conseguiu verificar de forma independente todas as mortes ou quantos mortos eram por perfil de civil, manifestante ou público estreito.

Contagem oficial e de organizações: HRANA, grupo de direitos humanos com base nos EUA, aponta 4.519 mortes ligadas aos protestos até o momento, incluindo 38 civis não participantes.

Tendência de forças de segurança: a Amnistia Internacional descreve uso coordenado de força letal, com disparos de rifles e espingardas com pellets metálicos contra pessoas desarmadas.

Contexto do protesto: as manifestações começaram em 28 de dezembro, em Teerã, motivadas por dificuldades econômicas, e se espalharam pelo país.

Relatos de vítimas e famílias: famílias relatam buscas em hospitais, necrotérios e delegacias, com várias vidas perdidas durante os confrontos e a raiação de forças de segurança.

Casos individuais comoventes: a mãe de Fariba, de 16 anos, descreve a perda da filha durante uma ação das forças de segurança; a família afirma que a jovem foi morta por disparos impetuosos.

Indicadores locais: hospitais relatam entrada de pacientes com ferimentos de arma de fogo; autoridades diferem entre terrorismo e vandalismo para justificar as ações.

Isolamento de informação: desde 8 de janeiro, o país bloqueou ligações para dentro, dificultando a comunicação com o exterior; apenas partir de 13 de janeiro houve retorno de chamadas internacionais.

Situação internacional: autoridades iranianas responsabilizam terceiros por infiltração de violência; redes internacionais de direitos humanos monitoram a escalada do uso da força.

Contexto institucional: o judiciário iraniano sinaliza que detidos durante os protestos podem ser executados, aumentando a tensão entre cidadãos e o estado.

Casos adicionais de testemunhos: relatos de outros familiares e comerciantes descrevem encerramentos violentos, prisões e buscas por desaparecidos em múltiplas cidades.

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