- Nigel Farage afirmou, em Davos, que o mundo seria “melhor e mais seguro” se os Estados Unidos tomassem a Groenlândia, ao discutir a geopolítica do Ártico.
- Ele participou de um painel na World Economic Forum, no espaço “America House”, e citou fatores como recuo das calotas, expansão de icebreakers russos e investimento chinês.
- Farage disse concordar estrategicamente com Donald Trump, mas defendeu a soberania dos estados-nacionais e a autodeterminação nacional.
- Ele ressaltou que, para defender a autodeterminação, é preciso respeitar os direitos dos groenlandeses.
- O líder do Reform UK criticou Davos e o globalismo, e comentou a insatisfação política no Reino Unido, citando declínio econômico e moral, além de desinteresse de jovens empresários pelo país.
Nigel Farage, líder do Reform UK, afirmou em Davos que o mundo seria mais seguro se os Estados Unidos assumissem o controle de Groenlândia. A declaração ocorreu durante um painel no World Economic Forum, na Suíça, nesta quarta-feira, no espaço “America House”.
Segundo Farage, a soberania nacional é essencial e a geopolítica do High North justificaria uma atuação forte dos EUA na Groenlândia. O ex-tele lançou a hipótese apesar de defender a autodeterminação dos Estados nacionais.
Em Davos, o britânico insistiu que apoia o princípio de estados-nação, criticando estruturas globais. Ele citou a retirada de gelo, a expansão de icebreakers russos e o papel da China como fatores que, na visão dele, aumentariam a segurança com EUA presentes na Groenlândia.
Farage já criticou Davos no passado, descrevendo o encontro como espaço de decisões que favorecem a União Europeia. Ainda assim, manteve a linha favorável à autodeterminação nacional e à soberania, segundo relatos do evento.
Sobre o momento político no Reino Unido, ele chamou a situação de declínio moral e econômico, afirmando que a população busca uma alternativa aos Trabalhistas e Conservadores. Também citou fuga de empresários, incluindo contribuintes de maior renda.
A fala de Farage ocorreu após a imprensa ter mostrado o presidente dos EUA, que na mesma ocasião sinalizou que não pretende tomar Groenlândia pela força, mantendo o debate aberto sobre a ação estratégica na região.
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