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Participantes de Davos reagem ao discurso de Trump sobre Groenlândia

Trump diz não usar força contra Groenlândia, afirma que nenhum país pode garanti-la; reações em Davos refletem tensões com a OTAN e incertezas globais

U.S. President Donald Trump attends the 56th annual World Economic Forum (WEF) in Davos, Switzerland, January 21, 2026. REUTERS/Romina Amato
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  • Trump afirmou no discurso em Davos que não haverá uso da força para controlar a Groenlândia e que nenhum outro país pode garantir o território autônomo dinamarquês.
  • Gavin Newsom classificou o discurso como insignificante, citando negociações com a União Europeia e preocupações sobre a NATO, a verdade e a confiança, além de reação do mercado.
  • Conradin Cramer disse que é um alívio ouvir que o líder de um país da OTAN não usará força contra outro país da OTAN, em meio a tempos considerados “loucos”.
  • Philip Gordon destacou que a principal conclusão foi o alívio com a não utilização de força, mas alertou que a visão mundial apresentada pode ser preocupante para potências médias sem proteção dos EUA.
  • Al Gore criticou a linha de ação, dizendo que tende a erodir alianças e que não torna a OTAN mais segura.

Donald Trump encerrou a prática de usar a força em relação a Groenlândia, afirmou em Davos que nenhum país pode garantir a soberania sobre o território autônomo dinamarquês. O discurso foi feito na agenda da World Economic Forum, em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira.

Ao longo da fala, ficou claro que a administração norte-americana planeja uma estratégia apenas para negociar, sem recorrer a ações militares. A mensagem foi recebida com diferentes leituras entre participantes, que acompanharam a sessão do encontro global.

Entre os presentes, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, avaliou o discurso como pouco significativo, citando movimentos passados de Trump em relação a Groenlândia e destacando reações positivas da União Europeia para manter bases. O tom pessimista sobre a confiança entre Estados também foi mencionado por Newsom.

Já o chefes de governo suíço de Basileia, Conradin Cramer, reconheceu o cenário imprevisível atual e disse que é uma espécie de alívio ouvir posicionamentos que reduzem o uso de força entre aliados, ainda que o momento gerado pela fala provoque inquietação global sobre relações de segurança.

especialistas comentaram que a grande mensagem de Trump foi a recusa do emprego de força contra Groenlândia. O tom global, porém, aponta para um futuro em que potências médias precisam reorganizar alianças e proteção internacional, segundo analistas. O ex-vice-presidente Al Gore criticou a abordagem de alianças, sugerindo impactos negativos para a NATO.

Outros observadores destacaram que a apresentação de Trump não entregou soluções claras para coordenação com parceiros ocidentais, reforçando um ambiente de incerteza e reconfiguração de compromissos estratégicos entre Estados. A repercussão no âmbito político internacional segue em avaliação entre especialistas.

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