- Trump disse, em Davos, que “sem nós, a maioria dos países não funcionaria”, mas líderes ocidentais afirmam que funcionariam melhor sem os Estados Unidos.
- Carney, von der Leyen e Macron defendem “viver na verdade” e reconhecem o fim da era de uma parceria estável com os EUA; europeus buscam seus próprios instrumentos de poder.
- Macron alertou que o mundo caminha para um sistema sem regras, com Estados tentando impor interesses, e que instituições multilaterais estão enfraquecidas.
- O presidente finlandês, Alexander Stubb, afirmou que a Europa liberal está sendo pressionada tanto pelos EUA quanto por forças que criticam o liberalismo e a globalização.
- No Reino Unido, Keir Starmer encara a possibilidade de fortalecer alianças entre potências médias; Carney sugeriu que negociar apenas com um hegemon é fraqueza, defendendo um caminho comum com outros países.
Donald Trump aponta ruptura global em Davos, enquanto aliados discutem novas alianças. Carney, Macron e von der Leyen defendem “viver a verdade” e caminhar para uma ordem sem depender do máximo apoio americano. A fala marca o início de uma reconfiguração europeia.
Trump ameaçou invadir Greenland em seu discurso no Davos, e exaltou tarifas como ferramenta de pressão. A fala intensificou o debate sobre o papel dos EUA como parceiro confiável em um cenário de políticas exteriores mais assertivas.
Reconfiguração europeia
Carney afirmou que não há retorno à velha ordem baseada em nostalgias. Von der Leyen indicou que o mundo hoje é regido pelo poder bruto, destacando a necessidade de a Europa usar seus próprios instrumentos. Macron reforçou que o sistema está se tornando “regulado pelo poder” e menos pelos acordos multilaterais.
Stubb, presidente finlandês, descreveu pressão sobre a Europa causada pela mudança de prioridades de Washington. Ele citou a percepção de que os EUA não vêem a Europa como elemento central, o que pressiona a integração e a defesa europeias.
Implicações para o Reino Unido
Keir Starmer enfrenta dilema entre manter alianças tradicionais e buscar parcerias com outros países europeus. Carney sinalizou que negociações apenas bilaterais com um hegemon dificultam a soberania. Líderes de negócios e política discutem caminhos para uma cooperação mais ampla.
Membros do governo britânico reagiram, com Ed Miliband destacando mudanças na relação com os EUA. A ideia central é fortalecer redes entre potências médias para enfrentar a atuação de grandes potências como EUA, China e Rússia.
Caminhos futuros
Analistas apontam que a cooperação com Macron para avançar uma defesa europeia mais integrada pode ganhar impulso. A ideia é manter aspectos da relação com os EUA, sem depender de um acordo único. A viabilidade desse movimento ainda depende de negociações entre países europeus.
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