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Quais são os ativos militares no Ártico?

Ártico abriga oito países com bases, radares e submarinos; Rússia amplia infraestrutura militar, EUA reforça defesa norte-americana e mira Greenland, aliados fortalecem defesa

Military drills in Greenland
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  • O Ártico é dividido entre oito nações (Rússia, EUA, Canadá, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia e Islândia), com ativos militares distribuídos pela região.
  • A Rússia mantém bases reabertas e modernizadas desde 2005, com a Frota do Norte em Severomorsk — o acesso ao Atlântico norte depende do Mar de Barents.
  • Nos EUA e Canadá, o NORAD supervisiona a defesa continental; Canadá avança com radares de alcance superior e o Canadá planeja infraestrutura para reabastecimento de patrulhas no Ártico.
  • Dinamarca, por meio do Comando Ártico Conjunto sediado em Nuuk, mantém presenciação na Groenlândia e em bases menores; a patrulha Sirius é uma unidade de reconhecimento de longa distância.
  • Noruega, Suécia e Finlândia fortalecem cooperação com a OTAN, com base em F-35, instalações grandes no Ártico e integração militar, enquanto Islândia não possui forças militares próprias, mas recebe rotação de aeronaves dos EUA para patrulha do espaço aéreo.

O artigo apresenta um panorama dos ativos militares no Ártico, com foco nas capacidades de oito países com território ou presença na região. O estudo compila dados do IISS e de autoridades regionais, destacando bases, frotas e acordos de defesa. O tema é relevante diante de mudanças estratégicas na região.

Na Rússia, grande parte do Ártico está sob controle, com bases reabertas e modernizadas desde 2005 tanto na massa continental quanto em ilhas do norte. A área abriga a frota do Norte, com submarinos nucleares, e a península de Kola concentra grande parte do potencial de resposta nuclear secundária. O acesso ao Atlântico Norte depende do estreito de Barents.

Nos EUA e Canadá, a defesa continental ocorre via NORAD, já em processo de modernização. Canadá compra radares de alcance além do horizonte para cobrir o Ártico, com operação prevista até 2028. Washington utiliza a Pituffik Space Base, na Groenlândia, sob acordo com a Dinamarca, e mantém cerca de 22 mil militares em oito bases no Alasca. O país expande infraestruturas portuárias em Nome, no Alasca.

A Dinamarca opera o Comando Arctic Conjunto, com sede em Nuuk e presença no aeroporto de Kangerlussuaq, além de quatro pequenas estações na Groenlândia. O programa Sirius, com patrulha de cães de trenó, executa reconhecimento de longo alcance na região nordeste da Groenlândia.

Suécia e Finlândia fortalecem cooperação com a OTAN. A Suécia mantém bases de aviação em Luleå e instalações terrestres em Boden, com integração gradual às forças aliadas. A Finlândia possui uma base aérea em Rovaniemi e uma brigada de Jaeger no topo da Lapônia, também integradas à OTAN desde recentemente.

A Noruega atua como guardiã da área marítima do Atlântico Norte, com múltiplas instalações acima do Círculo Polar e quatro bases aéreas, duas navais e zonas de apoio para reforços da aliança. Não há instalações militares em Svalbard, mas a costa ártica do país é vital para a defesa regional.

A Islândia, membro da OTAN, não abriga forças permanentes, mantendo apenas uma guarda costeira. O arquipélago recebe aeronaves de patrulha dos EUA em Keflavík, em operação rotativa, além de rotação de caças da OTAN para manter o espaço aéreo sob controle.

Fontes: Military Balance 2025 do IISS; análises de especialistas; informações de NATO, Comando Norte dos EUA e governo islandês.

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