- Desabamento de uma parede de contenção sobre a via perto de Gelida, na Catalônia, por volta das 21h de terça-feira, deixou o motorista aprendiz Fernando Huerta, de 27 anos, morto e 41 feridos (cinco em estado crítico).
- O acidente acontece poucos dias depois de uma colisão entre dois trens de alta velocidade que deixou 43 mortos e 152 feridos.
- A rede ferroviária foi suspensa para inspeções, gerando atrasos e transtornos para centenas de milhares de passageiros.
- Ainda no dia, um trem na costa de Maresme foi atingido por uma rocha, resultando em ferimentos leves, mas o serviço seguiu após atraso.
- O sindicato Semaf pediu greve por tempo indeterminado e responsabilização criminal; o ministro dos Transportes disse que os dois episódios são completamente não relacionados.
O setor ferroviário espanhol volta a ser alvo de escrutínio após um acidente com comboio perto de Gelida, na Catalunha, que deixou um morto e dezenas de feridos. O incidente ocorreu por volta das 21h de terça-feira, quando um cabo de parede caiu sobre a via e destabilizou um trem local. Um condutor em formação, Fernando Huerta, de 27 anos, natural de Sevilha, morreu. Outras 41 pessoas ficaram feridas, cinco em estado crítico.
Além disso, minutos antes, um trem da costa do Maresme, ao norte de Barcelona, atingiu uma rocha na linha. Houve feridos leves, e o serviço voltou a funcionar após o incidente. O conjunto de ocorrências provocou interrupções significativas e caos rodoviário.
Outra colisão grave ocorreu na véspera, em Adamuz, perto de Córdoba, no sul de Espanha. O comboio de alta velocidade Málaga-Madri embateu-se com um regional. O registo de voz do maquinista indicou problemas pouco antes do choque, com o operador de linha a instruir a desconexão da alimentação. O impacto resultou na alteração da trajetória de ambos os481 trens e na necessidade de serviços de emergência.
As três ocorrências levaram o governo a acompanhar de perto a situação. O ministro dos Transportes reiterou que os incidentes não têm ligação entre si, enquanto o setor enfrenta pressão de sindicatos e partidos pela melhoria das condições de segurança. O sindicato Semaf anunciou intenção de greve indeterminada por garantias de segurança.
Em balanços preliminares, o Ministério indicou que mais de 400 mil passageiros ficaram retidos ou desviados pela paralisação da rede na Catalunha, com impactos significativos na circulação rodoviária. Analistas apontam que o episódio reforça a necessidade de inspeções frequentes às estruturas e sistemas de suprimento de energia.
Segundo dados da UE, a rede ferroviária espanhola figura entre as mais seguras da Europa, com histórico de baixos índices de fatalidades em comparação com outras vias. Em 2024, houve uma única fatalidade em território espanhol, em meio a cerca de 16 mortes em toda a Europa por acidentes ferroviários.
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