- Kemi Badenoch informou a Mike Johnson, em reunião na segunda-feira, sobre a negociação Chagos e a perfuração de petróleo no Mar do Norte.
- O acordo prevê a transferência de soberania de Chagos para Maurícia, com o Reino Unido permanecendo com um arrendamento inicial de 99 anos de Diego Garcia, onde há base militar conjunta com os Estados Unidos, a custo oficial de £3,4 bilhões.
- Os EUA teriam pressionado o governo britânico a fechar o acordo, por temer impactos na base caso Maurícia mova uma ação no TPI.
- Horas depois, Trump publicou críticas públicas sobre o acordo no Truth Social, acusando o Reino Unido de ceder terra de forma “extremamente inadequada”.
- Keir Starmer reagiu, chamando a crítica de Trump de pressão para forçar o governo a ceder; o premiê mantém o progresso do trâmite parlamentar do acordo, sem recuos.
Kemi Badenoch encontrou-se na segunda-feira à noite com Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, para discutir o acordo sobre Chagos e a perfuração no Mar do Norte. A reunião desencadeou uma série de eventos que incluiu telefonema de Johnson a Donald Trump e publicações do presidente americano, além de uma resposta pública de Keir Starmer.
Segundo relatos, Badenoch ressaltou que o acordo de soberania sobre as Ilhas Chagos e a base em Diego Garcia, mantida em conjunto com os EUA, gerava preocupações estratégicas para os dois países. A conversa ocorreu em um momento de tensão diplomática entre Reino Unido e Estados Unidos em torno de Tarifa e questões de influência geopolítica.
O acordo, já discutido internamente no governo britânico, prevê a soberania de Mauritius sobre Chagos, com o Reino Unido mantendo um arrendamento de Diego Garcia por 99 anos, estimado em 3,4 bilhões de libras. Fontes oficiais afirmam que Pressões de Washington influenciaram o avanço da negociação.
Nigel Farage, líder do Reform, comentou publicamente que o acordo parecia um erro antes das eleições, o que motivou um esforço de lobby em Downing Street para tranquilizar aliados de Trump. A declaração de Rubio, secretário de Estado norte-americano, apoiou o acordo após revisão interagências.
Na sequência, autoridades britânicas defenderam que a posição de ganchos com a administração de Trump visa preservar interesses estratégicos, incluindo a operação do facility militar conjunto em Diego Garcia. A comunicação interna ressalta que a cooperação com os EUA permanece fundamental para a defesa regional.
Keir Starmer reagiu em plenário às declarações de Trump sobre Chagos, destacando que o uso de tarifas para pressionar aliados seria inadequado. O premier britânico afirmou que não cederá em princípios sobre o futuro de Greenland, mantendo a linha do governo.
A evolução recente mostrou, segundo aliados, uma postura mais firme do premiê em relação ao contencioso com Washington, sem alterar o apoio de Londres ao acordo de Chagos. O governo continua a avançar com a ratificação do acordo no parlamento, mantendo o foco em segurança e soberania regional.
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