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Secretário do Tesouro de Trump chama Dinamarca de irrelevante em Groenlândia

Secretário do Tesouro dos EUA diz que Dinamarca é irrelevante na disputa pela Groenlândia, em Davos, elevando tensões com aliados

US treasury Secretary Scott Bessent speaks at the USA house during the World Economic Forum in Davos, Switzerland.
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  • Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, chamou a Dinamarca de “irrelevante” em meio a críticas sobre possível desinvestimento de fundos de pensão europeus em títulos do governo norte-americano.
  • as declarações foram feitas durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, quando se discute a crise sobre a posse da Groenlândia.
  • Bessent afirmou que o tamanho do investimento dinamarquês em Treasuries é “irrelevante” e que o país tem vendido títulos há anos, minimizando receios de retaliação financeira.
  • ele citou informações atribuídas ao Deutsche Bank sobre possível mudança de postura de investidores europeus, mas disse que o CEO da instituição não endossa esses dados.
  • o ex-presidente francês Emmanuel Macron e a presidente da Comissão Europeia criticaram ameaças de tarifas dos Estados Unidos; Bessent chamou as respostas de “inflamatórias” e destacou que Macron deveria priorizar questões internas na França.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, chamou a Dinamarca de “irrelevante” no contexto da crise sobre a Groenlândia, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos. A declaração ocorreu após a divulgação de um relatório da Deutsche Bank sugerindo que investidores europeus poderiam reduzir a compra de títulos do Tesouro americano.

Bessent afirmou que o peso do investimento dinamarquês em Treasuries é mínimo, inferior a 100 milhões de dólares, e que há histórico de venda de títulos pela Dinamarca. Ele também reconheceu que a imprensa tem ampliado a repercussão do tema.

O secretário reagiu a perguntas sobre a possível disinvestimento de fundos de pensão europeus e disse que o boato foi disseminado por uma matéria que ele atribuiu a um grande veículo, aceitando que a nota não reflete a posição de nenhuma instituição específica.

Em Davos, o tema Groenlândia voltou a dominar o debate entre líderes globais. O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou a necessidade de respeito às regras internacionais, enquanto Ursula von der Leyen prometeu resposta firme a tarifas norte‑americanas.

Bessent chamou as declarações de Macron e von der Leyen de inflamadas e pediu que se concentrem em assuntos domésticos. O titular explicou que o governo avalia como a Groenlândia pode influenciar o equilíbrio estratégico e econômico da região.

No mesmo dia, o presidente Donald Trump chegou a Davos, após um atraso de cerca de três horas causado por um problema técnico com a aeronave Air Force One. O discurso no WEF estava inicialmente previsto para a tarde.

Bessent pediu que os líderes não reajam com raiva ou amargura, e que aguardem para ouvir os argumentos de Washington sobre a Groenlândia e a possível posse de recursos estratégicos. O diálogo, segundo ele, pode persuadir aliados.

Entre as respostas a críticas, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, chamou Bessent de arrogante e fora de contato. O assessor rebatou, descrevendo Newsom com críticas à gestão estadual e à crise habitacional.

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