- Prince Harry testifica no Royal Courts of Justice, em Londres, contra Associated Newspapers, editora do Daily Mail e Mail on Sunday, em ação sobre métodos de reportagem ilegais entre 2001 e 2013.
- É a terceira grande editora contra a qual o príncipe move ação relacionada a invasão de privacidade e uso indevido de informações privadas; algumas partes já tiveram acordo com outras empresas de imprensa.
- O depoimento ocorreu em meio a perguntas de Antony White, com o príncipe negando vários itens e pedindo contexto para suas afirmações sobre perseguição jornalística.
- A audiência sucede acordos anteriores: NGN, editora do Sun, pediu desculpas formais e pagou £ 10 milhões; o príncipe já obteve vitória parcial contra o Daily Mirror, da Mirror Group Newspapers, por “phone hacking”.
- Em meio ao relato de uma vida sob vigilância, Harry descreveu o que considera privilégio e paranoia, chegando a emocionar-se durante o testemunho.
Prince Harry comparece novamente em Londres para um caso contra imprensa britânica, na Royal Courts of Justice. O duque de Sussex chegou ao tribunal 76, na manhã de quarta-feira, acompanhado de seguranças, para falar sobre alegações de coleta ilegal de informações.
O processo envolve o príncipe e um grupo de demandantes, incluindo Sir Elton John, Elizabeth Hurley e Doreen Lawrence, mãe de um adolescente assassinado. A ação é contra Associated Newspapers, editora do Daily Mail e do Mail on Sunday, que contestam as acusações de uso de métodos ilegais para obter informações entre 2001 e 2013.
A audiência marca a continuidade de disputas judiciais prévias de Harry com grupos de imprensa, após acordos anteriores com NGN (Sun) e Mirror Group. A defesa afirma que relatos foram obtidos por meio de contatos da esfera social e fontes anônimas não ilegais.
No depoimento, o príncipe respondeu a perguntas de Antony White KC, advogado de defesa da imprensa. Ele negou ações que caracterizou como atribuição de identidades falsas ou contatos indevidos, além de negar participação em encontros descritos pela parte contrária.
Harry descreveu o que chamou de “perseguição constante” e de uma vida monitorada pela imprensa desde a adolescência. O relato enfatizou o impacto sobre a privacidade da família e a sensação de que a cobertura jornalística era utilizada para manter vantagens competitivas.
O juiz Nicklin conduziu a sessão, interrompendo, quando necessário, trechos de perguntas e orientando o uso de contexto pelo depoente. Em determinado momento, o príncipe pediu que o tribunal entendesse o peso emocional de suas alegações.
Ao final, o depoimento foi marcado pela emoção do príncipe, que reconheceu o abalo causado pela cobertura. Após o término, Harry deixou o tribunal de cabeça baixa, visivelmente emocionado, sem comentar publicamente o caso.
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