- Trump declarou que adoraria envolver María Corina Machado na transição de poder na Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro.
- A mudança de postura ocorre depois que Machado presenteou Trump com a medalha do Nobel da Paz, e o presidente elogiou-a publicamente.
- Enquanto eso, Delcy Rodríguez tem avançado com acordos energéticos com os Estados Unidos, compromissos de libertar presos políticos e aproximações diplomáticas.
- A presidente interina informou ter recebido 300 milhões de dólares resultantes da venda de petróleo venezuelano pelo país, com uso previsto para estabilizar o câmbio; também nomeou um novo czar para captação de investimentos.
- Machado manteve contato com congressistas americanos e com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Ramdin, dizendo que o objetivo é retornar à Venezuela o mais rápido possível.
Donald Trump indicou, nesta terça-feira, que pode envolver María Corina Machado na transição política da Venezuela. A proposta vem após a oposição venezuelana entregar-lhe a medalha do Nobel da Paz, recebida por Machado em Oslo no fim do ano passado. A fala ocorreu durante entrevista a jornalistas.
A mudança de postura contrasta com o tom adotado anteriormente pelo presidente americano, que vinha priorizando contatos com Delcy Rodríguez, herdeira do regime chavista, para tratar de acordos energéticos e liberação de presos políticos. Rodríguez tem buscado reaproximar Washington de várias frentes.
Machado, que recebeu a medalha de Oslo, tem mantido contatos com autoridades americanas desde sua volta ao exterior. Em janeiro, ela visitou a Casa Branca e encontrou-se com Trump, além de reuniões com congressistas e com o secretário-geral da OEA, Albert Ramdin. Segundo assessores, as conversas com Machado seguem o objetivo de facilitar transições democráticas.
Delcy Rodríguez anunciou avanços na liberação de presos políticos e novos acordos para o setor de petróleo, com iniciativas para aumentar investimentos internacionais no país. O governo venezuelano também nomeou um novo czar para captação de investimentos, buscando favorecer o mercado cambial e estabilizar a moeda.
No entanto, denúncias de desaparecimentos forçados continuam a preocupar organizações de direitos humanos. Familiares de detidos protestaram em Caracas, cobrando provas de vida de cerca de 200 pessoas, em meio a uma contagem de mais de 800 detidos no país. As mobilizações foram acompanhadas por ações de ONGs locais e internacionais.
Em Washington, Machado reiterou a disposição de trabalhar por uma solução democrática para a Venezuela. Ela afirmou que o hemisfério não está sozinho e que pretende retornar à Venezuela assim que possível, mantendo o foco na construção de apoio político para um retorno estável ao país.
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