- O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a Davos para usar o Fórum Econômico Mundial para pressionar a aquisição da Groenlândia, em meio a protestos europeus.
- Trump afirmou que terá reuniões sobre o território dinamarquês e se mostrou otimista de que um acordo pode acontecer, citando segurança nacional, sem esclarecer até onde iria.
- A defesa de ampliar a presença dos EUA na Groenlândia é vista como uma tentativa de ampliar influência estadounidense, o que preocupa a OTAN.
- Em Davos, Trump deve proferir discurso principal e apresentar propostas para reduzir o custo de moradia, incluindo uso de recursos de planos de aposentadoria 401(k) para entrada na casa própria.
- Durante a estadia, ele deve se reunir com líderes da Suíça, Polônia e Egito, e participou de controvérsias diplomáticas, como a divulgação de mensagens privadas a Macron sobre Groenlândia.
U.S. President Donald Trump desembarca em Davos, Suícia, nesta semana, para a WEF. A agenda aponta para ampliar pressão pela aquisição de Groenlândia, em meio a protestos europeus. A operação é vista como um dos maiores rompimentos nas relações transatlânticas em décadas.
Trump encerrou o primeiro ano de mandato com críticas ao status da aliança e disse que discutiria com líderes europeus a possível tomada de Groenlândia, território dinamarquês com base militar dos EUA. O objetivo, segundo ele, é de segurança nacional.
Ao longo dos dias que antecedem a Davos, o presidente tem defendido a Groenlândia como proteção estratégica contra Rússia e China, e já sinalizou a possibilidade de medidas mais enérgicas, incluindo uso de forças, se necessário. O tema gera desentendimentos com aliados.
Contexto da visita
Trump afirmou, em evento de imprensa, que pretende tratar da Groenlândia durante a reunião e afirmou haver espaço para acordos que agradem a OTAN e aos EUA. Questionado sobre até onde iria para obter o território, respondeu de forma enigmática.
A Casa Branca informou que o presidente mantém encontros com lideranças locais, entre elas da Dinamarca, da Groenlândia e de outras nações. A expectativa é que ele exponha propostas para ampliar a presença americana na região.
Desdobramentos diplomáticos
Dinamarca e Groenlândia apresentaram propostas para ampliar a presença dos EUA na ilha estratégica, mas o tema foi motivo de atrito com Trump, que chegou a sugerir uso de imagens manipuladas envolvendo bandeira dos EUA no território.
Líderes europeus e autoridades da OTAN alertam para potenciais impactos da estratégia de Groenlândia sobre a aliança. Analistas apontam que a postura pode afetar cooperações em defesa e segurança regional.
Agenda em Davos
Além do tema de Groenlândia, Trump tem previsto abordar o desempenho econômico interno, com foco em planos para reduzir custos de moradia, por meio de uso de recursos de 401(k) para entrada em imóveis. A agenda inclui encontros com chefes de Estado de três países.
O mandatário também presidirá cerimônia associada a iniciativas de reconstrução em Gaza, sob o guarda-chuva de um grupo criado pelo próprio governo para enfrentar crises globais. O discurso principal deve enfatizar avanços econômicos dos EUA para liderar o crescimento mundial.
Entre na conversa da comunidade