- O número de mortos no acidente ferroviário no sul da Espanha subiu para 45, após a descoberta de dois corpos entre os destroços em Adamuz.
- As famílias das vítimas vão prestar homenagens em uma cerimônia de Estado marcada para o dia 31 de janeiro, em Huelva.
- Os dois corpos encontrados são considerados as últimas pessoas desaparecidas, elevando o total de denúncias a 45.
- A colisão envolveu dois vagões de um trem operado pela italiana Iryo que descarrilou próximo a Adamuz, e um trem da empresa pública Renfe que seguia na direção oposta.
- As autoridades investigam causas que não parecem ter relação com excesso de velocidade nem erro humano; a linha de investigação inclui infraestrutura e trilhos, com o ministro do Transporte destacando a complexidade do caso.
O número de mortos no acidente ferroviário no sul da Espanha subiu para 45, após a descoberta de dois corpos entre os destroços no domingo. A confirmação foi dada nesta quinta-feira pela autoridade de emergências da Andaluzia, que informou que as vítimas foram localizadas em um dos vagões, em Adamuz, na província de Córdoba. O balanço atual é considerado pela polícia como possível definitivo.
Os dois trens colidiram no trecho entre Málaga e Madri, quando dois vagões de um trem operado pela empresa italiana Iryo ficaram sobre o trilho adjacente. Um trem da Renfe, vindo de Madri para Huelva, passava pelo local no momento da colisão. Investigadores descartaram, inicialmente, excesso de velocidade e erro humano, e avaliam causas ligadas à infraestrutura e aos trilhos.
Detalhes da investigação e ações oficiais
O ministro do Transporte, Óscar Puente, afirmou que a investigação será complexa e longa, citando possibilidades relativas à via ou à infraestrutura. Enquanto isso, as equipes trabalham para esclarecer como ocorreu o acidente e quais fatores contribuíram para a colisão. Em Adamuz, especialistas investigam as circunstâncias que levaram à tragédia.
Cerimônia e desdobramentos locais
As famílias das 45 vítimas iniciaram o luto e os enterros começaram na região. As homenagens oficiais serão realizadas em uma cerimônia de Estado no dia 31 de janeiro, em Huelva, cidade de origem de muitos falecidos. A data simboliza o reconhecimento do impacto da tragédia na comunidade.
Contexto nacional e paralelos recentes
A semana registrou ainda um acidente na região de Múrcia, envolvendo um trem metro e um caminhão-guindaste, com feridos graves. Na Catalunha, maquinistas recusaram-se a retomar as atividades após fortes chuvas, interrompendo serviços por dias. O governo espanhol enfatizou a necessidade de manter a confiança na segurança do sistema ferroviário.
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