- Donald Trump lançou o Conselho de Paz, mas o evento ainda não teve representações de peso mundial.
- Assessores de Lula afirmam que o Brasil ganha tempo para decidir, aguardando posicionamentos de outras potências.
- Na reunião em Davos, apenas cerca de 20 dos 193 membros da ONU estavam presentes; a Hungria foi representada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán. Itália e outras potências não participaram.
- Miléi e Peña, presidentes da Argentina e do Paraguai, participaram do anúncio para a região da Faixa de Gaza.
- O Brasil mantém cautela: o Conselho não deve substituir a ONU nem virar ente com veto exclusivo de Trump; há apoio a reforma da ONU e da OMC, sem enfraquecimento da organização.
O Conselho da Paz, lançado nesta quinta-feira por Donald Trump, ainda não reúne nomes de peso em âmbito mundial. Lula ganha tempo para decidir e aguarda posicionamentos de potências que não se manifestaram sobre o convite.
Assessores do governo brasileiro avaliam que, entre os 193 membros da ONU, apenas cerca de 20 estavam presentes em Davos durante a cerimônia. O Brasil, portanto, não está isolado na avaliação cautelosa sobre os próximos passos.
O conjunto de europeus presentes foi limitado: a Hungria, representada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, foi o principal integrante. Itália e outros membros do G7 não participaram. Na região, apenas os Estados Unidos compuseram o grupo do G7 naquele anúncio.
Desdobramentos regionais e posicionamento brasileiro
Na América do Sul, Argentina e Paraguai acompanharam o lançamento, com Milei e Peña entre os representantes presentes. O Brasil mantém o cuidado de não esvaziar a ONU, defendendo reforma da organização sem enfraquecê-la. A mesma linha vale para a OMC.
Segundo assessores, o Conselho de Paz pode ser útil, desde que não seja visto como instância permanente que substitua a ONU. O temor é de que o órgão tenha poderes de veto dominados por Trump, o que desviraria a dinâmica multilateral.
O Brasil se preocupa com a possibilidade de o Conselho de Paz tornar-se, de fato, uma entidade sob controle de uma única nação. Esse cenário ainda não foi eliminado, e o país não indica apoio claro a oferecer legitimidade institucional ao projeto.
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