- Um ex-agente de inteligência austríaco, Ott, vai a julgamento por espionagem em favor da Rússia.
- Ele é acusado de ajudar Moscou a rastrear alvos.
- Ott sustenta que não é culpado e nega ter trabalhado para a Rússia.
- Ott teria pesquisado o jornalista búlgaro Christo Grozev, da Bellingcat, que investigou o caso Skripal; Grozev precisou deixar a Áustria por segurança após ser alvo.
- Marsalek, ex-presidente de operações da Wirecard, está foragido e acredita-se que esteja na Rússia; o julgamento deve se prolongar por meses.
O ex-funcionário de inteligência austríaco, identificado como Ott, vai à julgamento sob a acusação de espionagem a favor da Rússia. A denúncia afirma que ele ajudou Moscou a identificar alvos, em um dos maiores casos de espionagem no país em anos. O tribunal ouviu a abertura do caso, na capital Viena.
Segundo a acusação, Ott forneceu o endereço de Christo Grozev, jornalista búlgaro da Bellingcat, a Marsalek, ex-diretor de operações da Wirecard. A empresa alemã entrou em colapso após fraudes de grande escala. Grozev, que investiga casos de espionagem, foi alvo de um possível atentado, segundo as informações do processo.
Ott negou as acusações, afirmando que não trabalhava para a Rússia e que não agiu ilegalmente. Em voz firme, ele disse que não reconhece as acusações e que não cometeria os atos descritos. O depoimento dele foi divulgado pela defesa durante a audiência.
A Justiça austríaca mostrou que Ott buscou Grozev para discutir as investigações da Bellingcat, que investigou o envenenamento de Sergei Skripal em 2018. O incidente, ocorrido no Reino Unido, é atribuído pela Inglaterra à Rússia. Moscou nega envolvimento e critica a cobertura ocidental.
Marsalek, que fugiu e é considerado provável em território russo, não pode responder aos relatos. A promotoria afirmou que, mesmo ausente, ele está ligado aos supostos planos de Ott de facilitar o acesso a informações sensíveis. Não há confirmação de localização atual de Marsalek.
O julgamento continua nesta sexta-feira, com expectativa de se estender por meses, conforme a complexidade do caso e a quantidade de evidências a serem analisadas. O inquérito envolve cooperação internacional e questões de segurança de imprensa.
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