- Líderes da União Europeia vão discutir, em cúpula de emergência em Bruxelas, reduzir a dependência dos EUA em defesa e comércio após a ameaça de tarifas e ações sobre a Groenlândia.
- O presidente Donald Trump recuou da ameaça de tarifas e deixou de cogitar usar a força para tomar a Groenlândia, sinalizando possível acordo.
- Mesmo com o recuo, os europeus permanecem cautelosos e buscam um plano de longo prazo para lidar com a relação com os EUA sob este governo e futuros.
- Diplomatas destacam a necessidade de aumentar a resiliência europeia, reduzir a dependência externa e fortalecer o mercado interno e a competitividade.
- Ainda não há detalhes do acordo sobre Groenlândia; Dinamarca, Groenlândia e EUA seguem as negociações.
EU planeja rever laços com os EUA em cúpula de emergência após crise com Trump
Líderes da União Europeia vão discutir reduzir a dependência dos EUA em defesa e comércio em uma cúpula emergencial na quinta-feira, diante de tarifas propostas e de um possível uso de força para obter Greenland. Diplomatas afirmam que a confiança na parceria transatlântica foi abalada.
O recuo de Trump sobre as tarifas, anunciado na quarta, foi acompanhado pela retirada da ameaça de uso de força contra a Greenland, território semi-autônomo da Dinamarca, e pela sinalização de um acordo para encerrar o impasse. A mudança foi recebida com cautela na UE.
Ainda sobre Greenland, Merkel, Merz e outros líderes veem avaliação cuidadosa da relação com Washington. O presidente americano é visto como instável por parte dos governos europeus, que buscam um plano de longo prazo para lidar com a administração atual e possíveis futuras.
Dependência estratégica e comércio
A União Europeia reconhece a falta de capacidades próprias em defesa, inteligência e produção para enfrentar um cenário de adversidade. O bloco cobra maior resiliência e autonomia, ao mesmo tempo em que avalia como responder a políticas comerciais dos EUA.
Um diplomata europeu afirmou que é necessário definir linhas vermelhas e estratégias para lidar com mudanças de posição futuras de Washington. A discussão inclui alternativas para reduzir vulnerabilidades sem romper laços com o Ocidente.
A UE considerou, anteriormente, um pacote de tarifas retaliatórias no valor de 93 bilhões de euros sobre importações dos EUA, caso Trump prosseguisse com tarifas, revelações de medidas já estudadas para conter pressão econômica mútua.
Avanços sobre Greenland
Davos, EUA e Dinamarca aparecem como pontos centrais nas negociações. O acordo entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, prevê maior presença ocidental no Ártico. Diplomatas ressaltam que as conversas sobre questões específicas continuam.
Rutte afirmou em Davos que, dentro do arcabouço do acordo, aliados ocidentais devem intensificar a atuação no Ártico. Ele indicou que o diálogo entre Dinamarca, Groenlândia e EUA seguirá para tratar temas práticos.
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