- Lula conversou com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sobre o plano de paz de Trump para Gaza; o Brasil ainda não decidiu aderir ao Conselho da Paz.
- Segundo o governo, Lula expressou satisfação com o cessar-fogo em Gaza, discutiu perspectivas de reconstrução e manteve o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio.
- Os dois também combinaram manter o contato sobre o plano de paz em andamento.
- Antes, Lula ligou para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, por cerca de 45 minutos, para falar sobre cenário internacional e reforma ampla das Nações Unidas e do Conselho de Segurança.
- O governo informou que Lula e Modi reafirmaram a defesa da paz em Gaza, do multilateralismo e da democracia, além de preparar a visita de Lula à Índia em fevereiro; há dúvidas sobre o impacto do Conselho da Paz proposto por Trump e sobre o papel da ONU.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, sobre o plano de paz proposto pelo governo dos Estados Unidos para Gaza. Lula recebeu Abbas e discutiu as perspectivas de reconstrução da região. O governo informou que o Brasil ainda não decidiu se aderirá ao chamado Conselho da Paz.
Segundo o comunicado oficial, Lula expressou satisfação com o cessar-fogo em Gaza e reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio. Ambos os líderes trocaram impressões sobre o plano de paz e concordaram em manter o contato sobre o tema.
Antes disso, Lula ligou para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em conversa de cerca de 45 minutos. O diálogo abordou o cenário internacional e reformas da ONU, com ênfase no Conselho de Segurança, objetivo defendido pelo Brasil desde o início do atual mandato.
Contato com Modi e reformas multilaterais
O texto divulgado pelo governo também destaca que Lula e Modi reafirmaram o compromisso com a paz na Faixa de Gaza. Foi reiterada a defesa do multilateralismo e da democracia, além de combinar os preparativos para a visita oficial de Lula à Índia, prevista para fevereiro.
A respeito do Conselho da Paz proposto por Trump, autoridades brasileiras afirmam que o tema ainda está sem decisão formal. Pontos de dúvida incluem a viabilidade do plano e a consulta da população palestina sobre suas preferências para o futuro.
Há receio de que o Conselho da Paz possa enfraquecer a ONU, ainda que Lula defenda a reforma institucional. O governo brasileiro continua avaliando impactos e consultando especialistas sobre a participação ou não do Brasil no mecanismo.
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