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Merz: Europa não deve apressar o abandono dos laços transatlânticos

Merz afirma que a Europa não deve abandonar os laços transatlânticos, mesmo com recuo de Trump sobre tarifas para a Groenlândia e sem uso da força

German Chancellor Friedrich Merz attends the 56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos, Switzerland, January 22, 2026. REUTERS/Denis Balibouse
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  • O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse em Davos que a Europa não deve apressar o rompimento com os laços transatlânticos.
  • O comentário ocorreu um dia depois de Donald Trump recuar de ameaças de tarifas para obter Greenland e excluir o uso da força.
  • Merz afirmou que, apesar da frustração recente, não se deve abandonar a parceria transatlântica, em discurso sobre segurança global e competitividade europeia.
  • As ameaças de Trump tinham colocado em risco a mais grave ruptura nas relações transatlânticas em décadas e potencialia uma guerra comercial global.
  • A matéria foi apurada pela redação de Madeline Chambers e Sarah Marsh, em Berlim, para a Reuters.

Merz, chanceler da Alemanha, pediu nesta quinta-feira que a Europa não seja rápida em abandonar a parceria transatlântica, após a mudança de retórica do presidente norte-americano sobre a Groenlândia. O comentário ocorreu no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O afastamento de Trump das ameaças de impor tarifas para forçar a compra da Groenlândia reduziu o risco de uma ruptura profunda nas relações transatlânticas e de uma eventual guerra comercial global.

Merz afirmou que, mesmo diante de frustrações recentes, não se deve desprezar a aliança com os EUA, destacando a importância da cooperação em segurança global e competitividade europeia durante o discurso no fórum.

Contexto da reação

A fala de Merz veio um dia após Trump recuar das ameaças, anunciando que não usaria a força para adquirir o território nem impor tarifas como alavanca de negociação. O episódio havia acirrado tensões entre Washington e seus aliados.

Segundo apuração, o comentário de Merz foi feito no contexto de debates sobre defesa, indústria e comércio no evento em Davos, que reúne líderes globais para discutir prioridades econômicas.

Relatado por Madeline Chambers e Sarah Marsh, de Berlim.

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