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O que o acordo entre Trump, Otan e Groenlândia pode significar para os EUA

Mercados caem com a ameaça de tarifas de Trump para pressionar a Groenlândia; rendimentos sobem, mas recuo do presidente abre espaço para esboço de acordo com a Otan

Na quarta-feira (21) surgiram notícias de que Trump havia recuado da imposição das tarifas adicionais após alcançar o “esboço de um acordo futuro” sobre a Groenlândia e a região do Ártico com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, segundo diversos relatos, incluindo uma reportagem do The Wall Street Journal.
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  • Entre 16 e 20 de janeiro, o S&P cinco centenas caiu quase dois vírgicos por cento, mesmo com empresas de tecnologia no índice, após Trump pressionar pela Groenlândia.
  • O objetivo era que os EUA adquirissem a Groenlândia por meio de compra, força militar ou pressão sobre Dinamarca e Otan; as tarifas propostas partiram de dez por cento a partir de 1º de fevereiro, subindo para vinte e cinco por cento em 1º de junho se não houvesse acordo.
  • Os mercados reagiram com queda: S&P cinco centenas caiu quase dois vírgos por cento, Dow Jones caiu um vírgulo setenta por cento e Nasdaq recuou dois vírgulos quatro por cento; rendimento do título de dez anos subiu de 4,17% para 4,29%.
  • Em 21 de janeiro, Trump recuou das tarifas após suposto esboço de acordo com a Otan; disse que não pretende usar força, e os mercados se recuperaram parcialmente, com o rendimento em torno de 4,25%.
  • O acordo entre Estados Unidos e Otan é apenas um esboço, e o foco dos investidores permanece nos movimentos do mercado de títulos, na dívida nacional e na possibilidade de inflação futura.

O acordo em torno da Groenlândia envolve a posição de Donald Trump sobre o território, a pressão para sua aquisição pelos EUA e as implicações geopolíticas. Movimentos de Trump foram acompanhados de ações de tarifas e negociações com aliados da Otan. O tema capacita uma disputa que pode afetar a relação entre EUA, Dinamarca e parceiros da Otan.

Três caminhos foram cogitados para tornar a Groenlândia parte dos EUA: uma compra formal, o uso da força ou a adesão de Dinamarca e Otan à posição americana. O debate envolve ainda a interpretação do Artigo 5º da Otan, que prevê resposta coletiva a ataques a um membro.

Na prática, Trump ameaçou tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos de várias nações europeias, com possibilidade de 25% em 1º de junho sem acordo. Os mercados reagiram com cautela frente a uma administração marcada pela incerteza.

Contexto econômico imediato

Entre 16 e 20 de janeiro, o S&P 500 caiu quase 2,1%, com impacto reduzido pela atuação de grandes empresas de tecnologia. Dow Jones recuou 1,7% e Nasdaq, 2,4%. O rendimento do Tesouro de 10 anos subiu de 4,17% para 4,29%.

Na quarta-feira, 21 de janeiro, surgiu a notícia de que Trump teria recuado das tarifas ao chegar a um esboço de acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. O presidente afirmou que evitaria o uso da força, ainda que essa tenha sido uma opção citada.

Perspectivas de curto prazo

O acordo apresentado não passa de um esboço, sem detalhes fechados. O mercado de títulos continua mais sensível que o mercado de ações, refletindo a cautela dos investidores com a dívida pública e o potencial impacto inflacionário. O rendimento do título de 10 anos ficou ao redor de 4,25%.

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