- A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que a soberania da Groenlândia não está em negociação, mesmo com avanços em um acordo com os Estados Unidos.
- Trump disse ter encontrado a “estrutura de um acordo futuro” para encerrar a disputa sobre a Groenlândia, após ameaças de tarifas.
- Frederiksen destacou que as negociações podem tratar de aspectos políticos, segurança e economia, mas não da soberania, e que o diálogo deve respeitar a integridade territorial.
- O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, falaram sobre cooperação para a segurança ártica, incluindo evitar acesso de chineses e russos à Groenlândia.
- A União Europeia manifestou cautela, com líderes discutindo possíveis medidas de resposta econômica e de cooperação dentro da Otan para fortalecer a segurança na região ártica.
Denmark busca diálogo construtivo com a Groenlândia, mantendo a soberania sobre o território. A primeira-ministra Mette Frederiksen afirma que não é passível de negociação a integridade territorial, mesmo diante da leitura de um possível acordo apresentada por Donald Trump.
Segundo Frederiksen, as negociações podem cobrir segurança, investimentos e economia, mas não a soberania de Denmark ou Groenlândia, território autônomo dentro do reino. Ela disse ter sido informada de que a soberania não está em negociação.
Em Davos, Trump afirmou ter encontrado a estrutura de um acordo futuro para encerrar o impasse sobre a Groenlândia após reuniões com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e chanceleres europeus. Rutte indicou diálogo com Trump para fortalecer a segurança ártica.
Rutte ressaltou que a cooperação entre aliados visa impedir acessos indesejados de China e Rússia à Groenlândia, enfatizando o papel da Otan na defesa e na economia local. O tema da soberania foi destacado por Frederiksen, que mantém a posição de proteção ao território dinamarquês.
A linha de Trump mudou: ele recuou de ameaçar tarifas sobre países contrários à sua visão de controlar a Groenlândia e descartou o uso da força. Ainda assim, a decisão gerou cautela entre líderes da União Europeia, que avaliam respostas proporcionais.
Emergiram reações na UE, com apoio inicial a esforços de de-escalonamento, mas oposição a medidas coercitivas. Líderes como Macron defenderam diálogo contínuo, enquanto Itália, Holanda e Alemanha pediram continuidade da cooperação dentro da Otan e prudência frente aos próximos passos.
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