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Trump lança Conselho de Paz, temores de rivais na ONU

Trump lança o Conselho da Paz, com ambição global; aliados temem rivalizar com a ONU e poucos membros permanentes confirmaram participação

U.S. President Donald Trump attends a reception with business leaders during the 56th annual World Economic Forum (WEF), in Davos, Switzerland, January 21, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai lançar na quinta-feira o Board of Peace, criado para encerrar a guerra de Gaza, mas com potencial atuação mais ampla no cenário global.
  • Trump presidirá o conselho e convidou dezenas de líderes mundiais; ele afirma que o grupo não substitui as Nações Unidas, mas atua como complemento.
  • Alguns aliados tradicionais relutaram em aderir; Trump diz que membros permanentes precisam contribuir com 1 bilhão de dólares cada, ou declinam.
  • Além dos EUA, nenhum outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU confirmou adesão; Rússia está estudando, França recusou, Reino Unido disse não participar no momento e China não confirmou.
  • Cerca de 35 países já se comprometeram a entrar, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Bielorrússia; a cerimônia de assinatura ocorre em Davos, na Suíça.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciará nesta quinta-feira a criação do Board of Peace, originalmente pensado para ajudar a encerrar a guerra em Gaza. Trump deverá presidir o grupo, que pretende ampliar seu âmbito para tratar de outros desafios globais. A cerimônia de assinatura ocorrerá em Davos, Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial.

De acordo com o plano, o board reuniria dezenas de líderes mundiais. Trump disse que não pretende que o conselho substitua as Nações Unidas, mas que terá um papel complementar. Nacionalidades de signatários já incluem dezenas de países, com foco inicial em questões de paz e segurança global.

Entre os aliados tradicionais dos EUA, houve reservas quanto à adesão. Trump afirma que membros permanentes do Conselho de Segurança devem colaborar com um aporte de 1 bilhão de dólares cada. Além dos EUA, nenhum dos cinco membros permanentes confirmou participação até o momento.

Contexto sobre Gaza e reações internacionais

A proposta foi apresentada no contexto do cessar-fogo em Gaza, assinado em outubro, que tem enfrentado dificuldades desde então. Israel e Hamas blameiam-se por violações e pelo agravamento humanitário na região. O apoio de terceiros ao acordo tem variado entre os países.

Rússia informou que está estudando a proposta, enquanto França, Reino Unido e China ainda não confirmaram adesão. A ONU afirmou que qualquer envolvimento com o board se dará apenas no âmbito do contexto do cessar-fogo em Gaza.

Alguns países já mostraram apoio ao board, com cerca de 35 signatários, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Belarus. Além disso, o primeiro-ministro britânico e o gabinete de Netanyahu comunicaram posições distintas quanto à adesão.

O presidente Trump já indicou nomes de autoridades dos EUA para compor o board, junto com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. O objetivo declarado é promover a paz global, conforme o estatuto visto pela agência.

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