- Em dezembro de 2025, a China Eastern Airlines lançou uma rota direta entre Xangai, China, e Buenos Aires, com duração de até 29 horas na ida ou volta.
- A viagem percorre cerca de 20 mil quilômetros, com uma parada técnica de duas horas em Auckland, Nova Zelândia, sem troca de aeronave.
- O voo é feito em um Boeing 777-300ER, com duas classes (econômica e business) e duas frequências semanais em cada direção.
- Saídas de Xangai rumo a Buenos Aires são às segundas e quintas, às 2h no horário local; o caminho oposto, de Buenos Aires a Xangai, ocorre às terças e sextas, também às 2h locais.
- O retorno inaugural transportou 2,1 toneladas de cerejas argentinas e 10,5 toneladas de salmão chileno, evidenciando o papel da rota na conectividade entre Ásia, Oceania e América.
A China Eastern Airlines passou a operar uma das rotas mais longas do mundo, ligando Xangai a Buenos Aires. O trajeto pode durar até 29 horas, com uma parada técnica de duas horas em Auckland, na Nova Zelândia. A viagem percorre cerca de 20 mil quilômetros, sem troca de aeronave.
O voo é feito por um Boeing 777-300ER e mantém duas classes, business e econômica. Saídas do Aeroporto de Pudong ocorrem segundas e quintas, às 2h locais, em direção a Ezeiza. O retorno acontece às terças e sextas, no mesmo horário.
A rota é utilizada sem conexões no caminho, mas inclui a escala na Nova Zelândia para reabastecimento e ajustes operacionais. Em ambos os sentidos, o trajeto atravessa águas remotas e pouco habitadas do Pacífico.
Detalhes da operação
A operação também envolve transporte de carga, conectando Ásia, Oceania e América. No voo inaugural de Buenos Aires a Xangai, a carga divulgada incluiu cerejas argentinas e salmão chileno, mostrando benefício logístico para o comércio.
Para entender o contexto, o mercado de voos ultralongos já conta com outras marcas de referência. O trajeto mais longo sem escalas segue com a Singapore Airlines, entre Cingapura e Nova York, por cerca de 18 horas em cada trecho.
Perspectivas do setor
Planos recentes incluem o projeto Sunrise da Qantas, que visa ligar Sydney a Londres em voos de aproximadamente 16 mil quilômetros, com possíveis extensões para Nova York. A estratégia envolve a adoção de aeronaves modernas, como o A350-1000.
O programa de ultralongos ganhou impulso desde a escolha do A350-1000, com 12 unidades encomendadas em 2022. A primeira entrega está prevista para o fim de 2026, com início de operação no ano seguinte.
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