- Zelenskiy discursou em Davos, na Suíça, em 22 de janeiro, criticando a Europa por não agir com mais contundência e pedindo mais coragem dos parceiros.
- Sobre a “falta de coragem” da Europa, ele disse que precisa atuar unida, enfrentar ameaças e deixar de ser apenas um conjunto fragmentado de potências; sem ação, não há futuro.
- Em relação ao petróleo russo, afirmou que o óleo cru é transportado pela costa europeia, financia a guerra e desestabiliza a região, e pediu que seja confiscado e vendido para benefício da Europa.
- Sobre Groenlândia, afirmou que líderes não sabem qual mensagem enviar ao mundo; enviaria 30 ou 40 soldados para sinalizar a defesa a Putin, China e Dinamarca, e afirmou que a Ucrânia pode ajudar a impedir navios russos na região.
Um discurso do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, feito em Davos, criticou a Europa por não agir com mais força na arena global e pediu mais coragem aos parceiros de Kiev. O pronunciamento ocorreu na quinta-feira, durante a reunião de líderes mundiais na Suíça.
Zelenskiy afirmou que a Europa não pode se dividir em potências pequenas e médias, ressaltando a necessidade de uma ação conjunta para defender a liberdade mundial. O líder destacou que, quando a União Europeia falha em liderar, os aliados precisam agir de forma decisiva para afastar ameaças.
Ele pediu que a Europa se torne uma força global, avizinhando que o continente pode parecer reativo diante de novos perigos caso não enfrente com antecedência as agressões externas. O discurso enfatizou a importância de agir com coragem no presente para evitar consequências negativas no futuro.
O papel da energia russa
O presidente ucraniano questionou por que a UE não consegue conter o transporte de petróleo russo, que, segundo ele, financia a guerra contra a Ucrânia e desestabiliza a região. Zelenskiy sugeriu medidas para interromper esse fluxo e confiscar o petróleo, defendendo que os recursos sejam usados em benefício europeu.
Ele citou diferenças de opinião entre líderes, porém argumentou que a comparação entre casos como o de Maduro no público norte-americano evidencia a necessidade de ações mais firmes contra a influência russa. A menção reforçou a crítica à atuação europeia na política energética internacional.
Atenção a operações no Ártico
Zelenskiy comentou sobre Greenland, apontando que muitos líderes não sabem exatamente qual resposta dar à área. O discurso questionou o envio de pequenas forças para a região e o sinal que isso transmite a potências como Rússia e China, bem como ao aliado Dinamarca.
Segundo o pedido do líder, se navios de guerra russos circularem com liberdade ao redor de Greenland, a Ucrânia pode contribuir com táticas e armamentos para impedir esse movimento, incluindo ações perto de áreas como Crimea no passado. O comentário gerou debate sobre estratégia europeia no Atlântico Norte.
Continuidade de ações e expectativas
O líder ucraniano reiterou a urgência de uma resposta europeia coordenada e contínua, destacando que a inação não é uma opção aceitável. Zelenskiy reforçou o chamado para que os membros da UE fortaleçam alianças, aumentem a cooperação e adotem medidas concretas com prazos claros.
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