- Zelensky disse ter chegado a um acordo com Donald Trump sobre garantias de segurança pós-guerra com a Rússia, e anunciou a primeira reunião entre Ucrânia, EUA e Rússia.
- Horas depois, o presidente ucraniano criticou a Europa, dizendo que falta coragem e que o continente está fragmentado.
- Zelensky afirmou que a Europa não assume a liderança na defesa da liberdade internacional e que precisa agir com mais firmeza frente às investidas de Trump na Groenlândia.
- Em Davos, afirmou que as europeias teriam concordado em enviar tropas terrestres em caso de cessar-fogo, mas destacou que nenhuma garantia funciona sem os EUA.
- O tema territorial no leste ucraniano permanece sem solução, apesar do acordo sobre garantias de segurança; haverá discussões trilaterais com Moscou e Washington nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ter chegado a um acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre garantias de segurança pós-guerra com a Rússia. Em Davos, Zelensky informou também sobre a realização da primeira reunião entre representantes ucranianos, americanos e russos. Horas depois, adotou um tom crítico em relação aos europeus, cobrando mais coragem.
Segundo Zelensky, a Europa demonstra fragilidade diante das ambições de Trump na Groenlândia e aparece fragmentada. Ele ressaltou que o continente ainda depende de decisões dos EUA para defesa da liberdade mundial, sugerindo que a Europa precisa agir com mais firmeza. O tom crítico se voltou também a paralisações percebidas pela Europa diante do conflito.
O ucraniano disse que a resposta europeia aos movimentos de Trump transmite insegurança e questionou a viabilidade de enviar tropas sem garantias norte-americanas. Ele afirmou que a Europa precisa fortalecer sua posição e manter união diante de possíveis pressões de Moscou, Pequim e Dinamarca, aliada da Ucrânia.
Reunião com Trump
Após o encontro com Trump em Davos, europeus teriam concordado em enviar tropas terrestres em caso de cessar-fogo com a Rússia. Zelensky, porém, manteve que nenhuma forma de garantia funciona sem o envolvimento direto dos EUA, considerado indispensável para Kiev. O diálogo com Trump foi descrito como positivo pelo líder ucraniano.
Trump afirmou, ao falar com repórteres, que a guerra precisa terminar. Enviados de Trump para o conflito, Steve Witkoff e Jared Kushner, seriam esperados em Moscou para encontros com Putin, segundo a agenda anunciada pelos americanos. A comunicação externa manteve o foco em buscar caminhos para uma solução viável.
Questão territorial no leste ucraniano
Zelensky destacou que, apesar do acordo sobre garantias de segurança, a disputa pela região leste permanece sem solução. Ele disse que o tema envolve diretamente os territórios reivindicados por Moscou e que a resolução envolve negociações trilaterais com Moscou e Washington. O presidente ucraniano mencionou futuras discussões neste fim de semana em Emirados Árabes Unidos.
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