- Celso Amorim afirma que o Brasil não deve aderir ao Conselho da Paz proposto por Donald Trump, classificado como tentativa unilateral de reformar a ONU sem clareza.
- O assessor diz que a proposta é confusa, mistura conceitos e carece de legitimidade sem uma resolução da ONU; Gaza não é mencionada explicitamente, abrindo margem para atuação em conflitos.
- O anúncio foi feito após Trump apresentar o conselho no Davos; entre os apoiadores já aparecem país como a Argentina, com Javier Milei.
- Amorim ressalta que o documento seria um “contrato de adesão”, sem espaço para emendas, dificultando negociações; sugere consultar palestinos e outros países árabes.
- O governo brasileiro ainda não decidiu sobre participação; há dúvidas por falta de consulta ao território envolvido e pelo risco de enfraquecer a ONU, que deveria passar por diálogo multilateral.
O assessor especial de relações exteriores do presidente Lula, Celso Amorim, afirmou que o Brasil não deve aderir ao Conselho da Paz proposto por Donald Trump. A crítica envolve a orientação de transformar a ONU de forma unilateral, segundo ele.
Para Amorim, o estatuto apresentado é confuso e mistura conceitos distintos, gerando insegurança sobre os objetivos reais. Ele disse que só faria sentido com base em uma resolução da ONU e participação de Palestinas e países árabes.
O ex-ministro ressaltou que a carta não menciona Gaza explicitamente, abrindo margem para atuação em conflitos internacionais. Falo de um modelo semelhante ao Conselho de Segurança, mas com um presidente quase permanente, segundo ele.
O tema ganhou destaque no Fórum Econômico Mundial em Davos, com a participação de líderes que já aderiram ao plano, incluindo o aliado argentino Javier Milei. O Brasil foi visto como possível alvo de controvérsia diplomática.
Lula ainda não enviou uma decisão final sobre a adesão. Fontes do governo apontam dúvidas relevantes, especialmente pela falta de consulta à população dos territórios envolvidos. A visão oficial mantém o diálogo multilateral como caminho.
A avaliação interna é de que a proposta pode enfraquecer o papel da ONU na governança global. O Planalto defende reformas internacionais por meio da negociação multilateral, não por iniciativas unilaterais.
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