- Um líder proeminente xiita iraniano disse que o Irã pode visar investimentos ligados aos EUA na região como retaliação a qualquer ataque americano, citando “um trilhão de dólares” sob vigilância de mísseis, sem especificar quais investimentos.nn
- O comentário foi feito por Mohammad Javad Haj Ali Akbari, líder das orações de sexta-feira em Teerã.nn
- Separadamente, o procurador-geral Mohammad Movahedi negou que o Irã tenha decidido interromper 800 execuções, segundo a agência de notícias jurídica Mizan.nn
- O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse, em entrevista à Fox News, que não há plano de enforcamento no Irã.nn
- A Human Rights Council da ONU deve realizar uma sessão de emergência para discutir a violência contra manifestantes no Irã, com a expectativa de que estados exijam que investigadores da ONU documentem abusos para futuros processos.nn
DUBAI, 23 jan (Reuters) – Um clérigo iraniano afirmou nesta sexta que o Irã pode mirar investimentos ligados aos EUA na região como retaliação a qualquer ataque americano ao país. A declaração foi veiculada por agências iranianas de notícias.
O líder Mohammad Javad Haj Ali Akbari, que comanda orações de sexta em Teerã, não especificou quais investimentos estaria mirando nem como seria esse alcance. A fala ocorre em meio a tensões regionais elevadas.
Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira ter uma armada seguindo em direção ao Irã, mas que esperava não precisar usá-la. A fala integra o contexto de advertências sobre a conduta de Teerã.
Contexto internacional
O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi, negou que o país tenha suspendido 800 execuções de pessoas presas em protestos recentes, conforme divulgado por Trump. A Justiça iraniana declarou que não houve tal decisão.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou à Fox News que não existe plano de enforcamento no país diante das manifestações, quando questionado sobre o tema. Organizações de direitos humanos passaram a acompanhar os desdobramentos.
A sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi anunciada para discutir a violência observada nas manifestações iranianas, com países pedindo que investigadores documentem abusos para futuros processos. Grandes seis perderam.
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