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Irã IAEA esclarecer posição sobre ataques de junho para inspecionar locais

IAEA precisa esclarecer posição sobre ataques de junho antes de inspeções em instalações bombadas, diz Irã, que exige protocolo para áreas com risco ambiental

Mohammad Eslami, head of the Atomic Energy Organization of Iran (AEOI), speaks at the opening of the International Atomic Energy Agency (IAEA) General Conference at the agency's headquarters in Vienna, Austria, September 15, 2025. REUTERS/Lisa Leutner
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  • Irã afirma que a OIEA precisa esclarecer sua posição sobre ataques de EUA e Israel a instalações nucleares antes de permitir visitas de inspetores aos locais atingidos, realizados em junho passado.
  • O chefe da Organização, Mohammad Eslami, disse que as inspeções têm sido limitadas a sites intactos e criticou a pressão de Israel e dos EUA sobre a agência.
  • O diretor-geral da OIEA, Rafael Grossi, afirmou que o impasse sobre inspeções “não pode durar para sempre”, mas não condenou explicitamente os ataques nem definiu um protocolo para os locais danificados.
  • Eslami destacou que o acesso a áreas atacadas exige protocolo específico e diretrizes claras em caso de riscos ambientais decorrentes de ataques militares.
  • O Irã informou ter apresentado uma nota à Assembleia Geral da OIEA, em setembro passado, pedindo proibição de ataques a instalações nucleares, nota que, segundo ele, não foi incluída na agenda.

O controle internacional de energia atômica (IAEA) precisa esclarecer sua posição sobre os ataques de junho passado antes de autorizar visitas a instalações nucleares iranianas, informou a mídia estatal nesta sexta-feira. A declaração foi atribuída ao chefe atômico do Irã.

Mohammad Eslami criticou a atuação da IAEA, dizendo que as inspeções realizadas até agora se limitaram a locais não atingidos e que há influência de pressão de Israel e dos Estados Unidos sobre as decisões da agência. Ele afirmou que o protocolo para inspeção de sites atingidos ainda não foi definido.

Eslami reagiu às declarações de Rafael Grossi, diretor-geral da IAEA, de que o impasse sobre inspeções “não pode durar para sempre”. O chefe iraniano ressaltou que é necessário um protocolo específico para acessos a locais atingidos, especialmente onde haja riscos ambientais.

O irã sustenta que já apresentou uma comunicação à IAEA durante a Conferência Geral, em setembro, pedindo a proibição de ataques a instalações nucleares. Segundo Eslami, a demanda foi ignorada ao não entrar na pauta, o que gerou críticas quanto à pressão externa sobre a agência.

Grossi afirmou à Reuters que a IAEA visitou todas as 13 instalações nucleares declaradas no Irã que não foram alvo dos ataques de junho, mas não pôde inspecionar os três sítios atingidos: Natanz, Fordow e Isfahan. A situação aponta para um desdobramento diplomático entre Teerã e a IAEA.

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