- Lula criticou Trump e disse que o Brasil não vai abaixar a cabeça para outros países, em evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Salvador.
- O presidente afirmou que o mundo vive momento crítico e que a carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo rasgada, citando a ideia de criar uma nova ONU com o norte-americano à frente, o que chamou de “Conselho da Paz” em Davos, na Suíça.
- Trump enviou convites a dezenas de países para participar do conselho, incluindo o Brasil.
- Lula disse que, nos últimos dias, tem feito ligações para vários países — Rússia, China, Hungria, Índia e México entre eles — para tentar evitar que o multilateralismo seja substituído pela unilateralidade.
- O presidente afirmou não ter preferências e que busca política de paz, diálogo e cooperação, sem impor a nenhum país.
Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump nesta sexta-feira (23) e afirmou que o Brasil não vai “abaixar a cabeça” para outros países. O ataque ocorreu durante um evento do MST em Salvador. O contexto envolve a atuação internacional em meio a crises e disputas no multilateralismo.
Lula disse que o mundo vive um momento muito crítico e citou a ideia de que a ONU está sob questionamento. Segundo ele, Trump lançou uma proposta para criar uma nova organização universal, com o:Conselho da Paz, segundo o presidente dos EUA, em Davos, na Suíça, na quinta-feira (22).
O presidente falou em Salvador durante o encontro do MST. Ele criticou a ideia de um poder concentrado em poucos atores e alertou sobre riscos de o multilateralismo ceder espaço ao unilateralismo. A polícia do evento não foi alvo, apenas o tema internacional.
Conselho da Paz
Trump enviou convites a dezenas de países, incluindo o Brasil, para participar do novo conselho. Lula afirmou não ter preferência por nenhum país, mas reforçou a necessidade de diálogo e cooperação multilateral para evitar conflitos.
Ele afirmou que tem feito ligações para entender possibilidades de reunião entre nações. Lula relatou contatos com diversos governos, sem citar acordos fechados, para evitar a imposição de qualquer país e buscar soluções pela paz.
O presidente ressaltou que não quer guerra e defende a política baseada no diálogo e no convencimento. Segundo ele, o Brasil pretende manter relações abertas sem abrir mão de defesa de seus interesses.
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