- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar indignado com a operação militar dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro durante o 14º Encontro Nacional do MST.
- Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados no dia 6 e levados para os Estados Unidos, onde permanecem sob custódia.
- Lula afirmou que não há respeito à integridade territorial e que a região não aceita agressões, destacando que “este é território de paz”.
- O MST acusou Washington de tentar monopolizar o petróleo venezuelano após a operação.
- Em dezembro, Lula teve uma conversa telefônica com Maduro para retomar o diálogo na região e expressou preocupação com o aumento da tensão militar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar indignado com a operação militar dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro durante o 14º Encontro Nacional do MST. A fala ocorreu nesta sexta-feira, em evento do movimento em Brasília.
Lula relatou acreditar que a Venezuela sofreu uma ação surpresa, com dezenas de soldados estadunidenses atuando no Caribe, atingindo o quartel onde Maduro residia. O presidente afirmou que a invasão feriu a soberania de um país vizinho e pediu respeito à integridade territorial.
Durante o evento, o presidente ressaltou que a América do Sul não aceitará pressões externas e lembrou que o Brasil busca relações iguais entre nações. Segundo Lula, o regionalismo deve prevalecer, sem admitir humilhações a ninguém.
Contexto político e relação com Maduro
Aliados de longa data, Lula e Maduro estavam afastados desde as eleições venezuelanas de 2024, quando o CNE, ligado ao regime chavista, declarou a vitória sem divulgar atas de votação. A tensão aumentou com a repressão a protestos após a reeleição.
No final de 2025, Lula teve uma conversa telefônica com Maduro, registrada de forma sigilosa por meio de fontes jornalísticas. A conversa tratou de reduzir a escalada militar na região e retomar o diálogo entre Brasil e Venezuela, segundo a publicação.
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