- O coat olive de Bovino, oficial sênior da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, ganhou atenção na imprensa alemã por ser comparado a uma estética fascista.
- Der Spiegel e Süddeutsche Zeitung destacaram que o visual, incluindo o corte de cabelo, remete a figuras do regime nazista, gerando debates sobre uma “identidade estética autoritária”.
- Alguns textos destacaram itens do vestuário, como o sobretudo longo de botões de bronze, uma camisa preta com patches no colar e um cinto Sam Browne, associando o conjunto a uniformes históricos de oficiais.
- Bovino negou que pretendesse transmitir significados nazistas ou fascistas, afirmando possuir o casaco há anos; o CBP não respondeu de imediato a pedidos de comentário.
- A assessora do DHS descreveu o casaco como parte do vestuário padrão de inverno da patrulha de fronteira, dizer que houve uma “outorga fabricada” de indignação; o movimento ganhou atenção internacional, incluindo comentários de líderes externos.
A imprensa alemã questionou a estética adotada por Gregory Bovino, chefe da operação de fronteira dos EUA, após ele aparecer em público com um sobretudo pesado verde-oliva de botões de latão. O visual, visto em operações de imigração em Minneapolis, gerou comparações com estilos fascistas. A repercussão alcançou veículos de alto alcance na Alemanha e em outros países.
O casaco, alongado até a canela, contrasta com uniformes de federal agents que costumam incluir fardas táticas. Além do corte, Bovino ostenta cabelo curto, o que alimentou as interpretações sobre a imagem transmitida pela autoridade. A peça chamou atenção em reportagens sobre o tema.
Reações internacionais
O Spiegel, em vídeo, sugeriu que a aparência remete a um oficial nazista, destacando o conjunto como parte de uma estética autoritária. Um colaborador da publicação argumentou que os EUA parecem desenvolver uma identidade visual própria para intervenções rígidas. Outra edição do Spiegel comparou o visual ao estilo de certos nazistas.
O Süddeutsche Zeitung também mencionou a combinação, associando o visual ao recorte de cabelo e a referências históricas. A cobertura ressaltou elementos como o colar com insígias, o cinto Sam Browne e detalhes que, segundo interpretações, reforçariam uma aura de autoridade.
O conjunto completo inclui ainda uma camiseta preta com emblemas no colarinho e o citado cinto, itens que, segundo análises, ajudam a compor uma estética de mando. Bovino informou ter o casaco há muitos anos e negou qualquer intenção de sinalizar ideologias.
A Customs and Border Protection (CBP) não respondeu a pedidos de comentário. Tricia McLaughlin, porta-voz do DHS, classificou a discussão como uma “festa de outrage” construída, e afirmou anteriormente que o casaco integrava o uniforme padrão de inverno da patrulha de fronteira, ainda que documentos de 2025 indiquem normas de vestimenta que não listavam a peça.
A polêmica também ganhou espaço fora dos EUA. Em tom semelhante, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, destacou a viralização do clipe com Bovino, ao comentar críticas ao rigor da política de imigração, sem entrar em julgamentos sobre o conteúdo.
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