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Morte de migrante cubano em instalação no Texas é homicídio

Autópsia classifica morte de imigrante cubano como homicídio, por asfixia causada pela compressão de pescoço e torso, em estabelecimento de imigração próximo a El Paso

An ICE detention facility being built at Fort Bliss in El Paso, Texas on 08 August 2025.
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  • A autópsia do condado de El Paso classificou a morte de Geraldo Lunas Campos, 55 anos, como homicídio, causada por asfixia devido à compressão do pescoço e do torso.
  • Campos morreu em 3 de janeiro no Camp East Montana, centro de detenção da imigração perto de El Paso, enquanto era contido por agentes federais.
  • Testemunhas disseram que Campos ficou sem fôlego enquanto era contido por pelo menos cinco guardas, com ferimentos no peito e nos joelhos e hemorragias petequiais nas pálpebras e no pescoço.
  • O Departamento de Segurança Interna havia informado inicialmente que ele ficou em distresse médico; a versão foi revisada após a divulgação de que a morte poderia ser classificada como homicídio.
  • Advogados da família ajuizaram petição emergencial para impedir a deportação de duas testemunhas que podem esclarecer o ocorrido; Campos havia sido preso em julho, em Rochester, Nova York, e tinha antecedentes.

Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, morreu em um centro de detenção de imigração no Texas em 3 de janeiro. A autópsia do condado de El Paso classificou o óbito como homicídio, apontando asfixia por compressão do pescoço e do tronco.

Segundo o relatório, testemunhas afirmaram que Campos tornou-se inconsciente durante contenção por parte de agentes. O documento aponta ainda ferimentos no peito e nos joelhos, além de hematomas oculares periféricos.

Campos foi detido por autoridades federais de imigração no Camp East Montana, próximo a El Paso. A DHS havia dito que ele morreu após sofrer sofrimento médico, ainda em investigação.

Contexto da ocorrência

Relatos de testemunhas indicam que Campos estava algemado e pelo menos cinco guardas o imobilizaram, com uma pessoa pressionando o pescoço até a perda de consciência. A versão inicial da DHS foi ajustada após a divulgação de novas informações.

A DHS informou que Campos teria entrado em distress médico, mas a autópsia confirmou a causa de morte por asfixia relacionada à contenção. A agência manteve que a situação está sob investigação.

Familiares de Campos contrataram advogados que buscam impedir a deportação de duas testemunhas que, segundo a defesa, possuem informações relevantes sobre o ocorrido. A intenção é obter depoimentos formais.

Até o momento, quatro migrantes morreram em custódia de imigração neste início de ano, elevando o total para 32 mortes em 2025, conforme relatório de órgãos oficiais.

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