- A autópsia do condado de El Paso classificou a morte de Geraldo Lunas Campos, 55 anos, como homicídio, causada por asfixia devido à compressão do pescoço e do torso.
- Campos morreu em 3 de janeiro no Camp East Montana, centro de detenção da imigração perto de El Paso, enquanto era contido por agentes federais.
- Testemunhas disseram que Campos ficou sem fôlego enquanto era contido por pelo menos cinco guardas, com ferimentos no peito e nos joelhos e hemorragias petequiais nas pálpebras e no pescoço.
- O Departamento de Segurança Interna havia informado inicialmente que ele ficou em distresse médico; a versão foi revisada após a divulgação de que a morte poderia ser classificada como homicídio.
- Advogados da família ajuizaram petição emergencial para impedir a deportação de duas testemunhas que podem esclarecer o ocorrido; Campos havia sido preso em julho, em Rochester, Nova York, e tinha antecedentes.
Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, morreu em um centro de detenção de imigração no Texas em 3 de janeiro. A autópsia do condado de El Paso classificou o óbito como homicídio, apontando asfixia por compressão do pescoço e do tronco.
Segundo o relatório, testemunhas afirmaram que Campos tornou-se inconsciente durante contenção por parte de agentes. O documento aponta ainda ferimentos no peito e nos joelhos, além de hematomas oculares periféricos.
Campos foi detido por autoridades federais de imigração no Camp East Montana, próximo a El Paso. A DHS havia dito que ele morreu após sofrer sofrimento médico, ainda em investigação.
Contexto da ocorrência
Relatos de testemunhas indicam que Campos estava algemado e pelo menos cinco guardas o imobilizaram, com uma pessoa pressionando o pescoço até a perda de consciência. A versão inicial da DHS foi ajustada após a divulgação de novas informações.
A DHS informou que Campos teria entrado em distress médico, mas a autópsia confirmou a causa de morte por asfixia relacionada à contenção. A agência manteve que a situação está sob investigação.
Familiares de Campos contrataram advogados que buscam impedir a deportação de duas testemunhas que, segundo a defesa, possuem informações relevantes sobre o ocorrido. A intenção é obter depoimentos formais.
Até o momento, quatro migrantes morreram em custódia de imigração neste início de ano, elevando o total para 32 mortes em 2025, conforme relatório de órgãos oficiais.
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