- Dirigentes financeiros dizem que a ordem mundial está mudando, não rupturada; Carney afirma que a ordem baseada em regras acabou e que grandes potências deixam de seguir acordos internacionais.
- Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, diz que não é hora de falar em ruptura e propõe buscar alternativas, identificando fraquezas, dependências e autonomia.
- Ngozi Okonjo-Iweala, chefe da Organização Mundial do Comércio, afirma que a incerteza não deve permanecer tão alta e que é preciso investir em resiliência regional.
- Kristalina Georgieva, do Fundo Monetário Internacional, diz que a mudança é natural e continua ocorrendo há anos, sendo hora de aceitar o novo cenário.
- Lagarde comenta que, apesar das críticas europeias recentes, é necessário manter o foco e desenvolver planos B para enfrentar os desafios.
O tema central desta pauta é a mudança da ordem mundial, discutida por autoridades econômicas durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Os dirigentes afirmaram que o status de referência baseado em regras está sendo substitute por um cenário de maior assertividade entre potências, com impactos globais.
Durante o evento, o ex-chefe do Banco do Canadá, Mark Carney, destacou que o mundo está entrando numa fase em que os fortes agem conforme seus interesses, enquanto os mais frágeis sofrem as consequências. O comentário apontou para uma ruptura potencial no funcionamento das normas internacionais, sem que haja seguro retorno ao que foi visto anteriormente.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, sinalizou divergência em relação à ideia de ruptura absoluta. Ela sugeriu buscar alternativas e identificar vulnerabilidades, dependências e necessidades de autonomia para aumentar a resiliência econômica dos países. A mensagem enfatiza planejamento e resposta a fricções globais.
Ngozi Okonjo-Iweala, diretora da Organização Mundial do Comércio, enfatizou que a incerteza não deve permanecer no nível atual e que é preciso investir na resiliência nacional. Ela reforçou que a ordem antiga não retorna, mas apontou para um cenário de estabilidade gradual no médio prazo.
Kristalina Georgieva, no FMI, afirmou que as mudanças são naturais e vêm ocorrendo há anos, defendendo a necessidade de aceitar a evolução para lidar com choques recorrentes. A executiva ressaltou que a transformação global já está em curso e requer adaptação constante.
Entre os comentaristas, Lagarde sugeriu que o tema europeu tem sido alvo de críticas, mas que é possível transformar esse debate em motivação para planejar planos alternativos. A líder destacou a importância de foco estratégico e cooperação para enfrentar as mudanças em curso.
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