Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Procuradores espanhóis encerram caso de abuso contra Julio Iglesias

Procuradores espanhóis encerram investigação preliminar contra Julio Iglesias por falta de jurisdição, crimes no exterior e vítimas não residentes na Espanha

Reuters logo
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério Público espanhol informou que a Suprema Corte não tinha jurisdição para julgar Julio Iglesias, pois os supostos crimes teriam ocorrido no exterior (República Dominicana e Bahamas) e as pessoas envolvidas não residem na Espanha.
  • O inquérito preliminar foi arquivado na Justiça espanhola após a decisão de que não cabia tramitação em território espanhol.
  • A acusação foi apresentada pela organização Rights group Women’s Link Worldwide, em 5 de janeiro, em nome de duas mulheres que teriam trabalhado nas residências do cantor entre 2021.
  • As alegações incluíam tráfico humano, trabalho forçado e violação de direitos trabalhistas, entre outras acusações, que Iglesias nega de forma veemente.
  • A Procuradoria indicou que as vítimas não são espanholas e podem buscar providências nos países onde teriam ocorrido os fatos; representantes de Iglesias não comentaram.

Paralelo ao noticiário internacional, a Justiça espanhola informou que abriu mão de investigar abusos envolvendo o cantor Julio Iglesias. O Ministério Público do Tribunal Superior de Madrid decidiu pelo arquivamento de uma apuração preliminar.

A decisão ocorreu porque o tribunal não tem jurisdição sobre crimes alegados que teriam ocorrido no exterior. Além disso, as queixas não tinham origem nem residência na Espanha, segundo a própria Procuradoria.

O Ministério Público detalhou que não houve competência para julgar Iglesias no país, citando jurisprudência do Supremo Tribunal que restringe a jurisdição universal em casos assim. A apuração pode seguir nos países onde, segundo as vítimas, teriam ocorrido os fatos.

Quem acionou o caso foi a organização de direitos humanos Women’s Link Worldwide, em 5 de janeiro, em nome de duas mulheres que teriam trabalhado nas residências do artista no Caribe entre 2021, conforme investigação de Univision e do jornal El Diario.es.

As acusações giravam em torno de tráfico humano, trabalho forçado e servidão, agressões sexuais e violações de direitos trabalhistas. Iglesias negou as acusações em publicações nas redes sociais, afirmando que eram completamente falsas.

Esclarecimentos sobre o andamento do caso foram reiterados pela Procuradoria ao citar que o potencial julgamento não poderia ocorrer na Espanha, mantendo a possibilidade de ações legais em República Dominicana e Bahamas, onde os fatos teriam ocorrido.

A reportagem encaminhou contatos com representantes de Iglesias; até o fechamento, não houve retorno. A gravadora Sony também não comentou o caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais