- Em Plateau, estado central da Nigéria, sete pessoas foram mortas em um ataque durante a noite a um site de mineração.
- As vítimas tinham entre 15 e 28 anos e foram mortas na noite de quarta-feira, segundo a Berom Youth Moulders-Association (BYM).
- A BYM descreveu os ataques como parte de um padrão de ações coordenadas contra comunidades Berom; a Reuters não conseguiu confirmar quem houve por trás do ataque.
- O assessor sênior do governador de Plateau, Emmanuel Solomon, confirmou as sete mortes; as autoridades policiais não comentaram de imediato, e a operação militar Safe Haven encontrou corpos e cartuchos no local.
- Plateau é uma região de divergências étnico-religiosas na Nigéria, com conflitos de longa data entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos.
Ontem à noite, sete pessoas foram mortas em um ataque a um site de mineração no estado de Plateau, centro da Nigéria. A violência ocorreu em um cenário de conflitos étnico-religiosos na região, entre comunidades Berom e outros grupos. A faixa etária dos mortos variava entre 15 e 28 anos. A motivação ainda não está confirmada.
Emmanuel Solomon, assessor sênior do governador de Plateau, confirmou as sete fatalidades. Segundo ele, as vítimas eram mineradores que permaneceram no local mesmo diante de uma proibição de mineração noturna. A dimensão do ataque eleva a uma das mais graves ocorrências recentes na área.
A polícia estadual não fez declarações imediatas. O comando da operação Safe Haven, força-tarefa militar no estado, informou ter encontrado sete corpos e cartuchos deflagrados no local. O relatório indica que as vítimas trabalhavam no site, desconsiderando a proibição de atividade noturna.
Contexto da região
O Plateau está entre estados do Centro da Nigéria com diversidade étnica e religiosa, onde conflitos têm deixado centenas de mortos nos últimos anos. A violência é frequentemente descrita como confronto entre pastores muçulmanos nômades e agricultores, em sua maioria cristãos.
A associação de jovens Berom (BYM) afirmou que as vítimas, entre 15 e 28 anos, foram mortas em um padrão de ataques coordenados contra comunidades Berom. A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente quem é responsável pelo ataque. O governo federal nega perseguição sistemática a cristãos, afirmando atuar contra grupos violentos que atacam civis de ambas as religiões.
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