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Trump afirma que linha de frente da OTAN é decepcionante, diz ministro britânico

Ministro britânico diz que comentários de Trump sobre tropas da OTAN na linha de frente são profundamente decepcionantes, destacando sacrifícios europeus

Stephen Kinnock speaks near Tata Steel Port Talbot steel production plant at Port Talbot, in Wales
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  • O presidente Donald Trump disse, em entrevista à Fox News, que os EUA nunca precisaram da OTAN e que aliados ficaram “um pouco fora das linhas de frente” no Afeganistão.
  • Um ministro britânico classificou as declarações como “profundamente decepcionantes”, ressaltando as mortes de soldados europeus em operações lideradas pelos EUA.
  • O britânico Stephen Kinnock afirmou que muitos soldados britânicos e de outros países da OTAN morreram apoiando missões lideradas pelos EUA, inclusive no Afeganistão e Iraque.
  • O texto aponta que, durante vinte anos de presença no Afeganistão, o Reino Unido registrou 457 militares mortos; Canadá teve mais de 150 mortos, França, 90, e a Dinamarca, 44.
  • Kinnock lembrou que os Estados Unidos foram o único membro da OTAN a invocar o Artigo cinco, e citou a cooperação entre EUA e aliados como parte essencial da segurança internacional.

Trump gerou controvérsia ao afirmar, em entrevista à Fox News, que tropas da OTAN teriam ficado afastadas das frentes de combate no Afeganistão. A declaração foi classificada como profundamente decepcionante por um ministro britânico, na sexta-feira, 2 de fevereiro, no Reino Unido.

O subsecretário do governo britânico, Stephen Kinnock, disse que muitos soldados britânicos e de outros aliados europeus perderam a vida apoiando missões lideradas pelos EUA. Ele destacou que a participação britânica foi significativa ao longo de duas décadas de oper ações no Afeganistão e em outras frentes.

Dados oficiais mencionados por Kinnock incluem as perdas da Grã-Bretanha: 457 militares durante a presença no Afeganistão. Também foram citadas vítimas canadenses (mais de 150), francesas (cerca de 90) e dinamarquesas (44) entre os militarizados da OTAN.

Relevância e contexto da aliança

Kinnock lembrou que os EUA são o único membro da OTAN a ter invocado o Artigo 5, que considera ataque a um aliado como ataque a todos, após os atentados de 11 de setembro de 2001. Ele ressaltou a percepção de que a OTAN continua sendo um dos mais bem-sucedidos pactos de segurança.

O parlamentar citou o papel dos EUA e de parceiros europeus, entre eles a Grã-Bretanha, como essenciais para a estabilidade regional. Ele reconheceu a história de cooperação dentro da aliança, mantendo o tom institucional e sem expressar apoio a críticas.

Reações no cenário político britânico

Outros representantes britânicos comentaram o histórico de serviço militar de Trump, observando que ele teria evitado o serviço militar durante a Guerra do Vietnã por supostas bolhas nos pés. Ed Davey, líder do Liberal Democrats, enfatizou o sacrifício de profissionais britânicos e citou a questão de igualdade de serviço, sem emitir juízo de valor sobre as tomadas de decisão do presidente.

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