- Umer Khalid, 22 anos, é o último prisioneiro da Palestina Action em greve de fome que também deixou de beber água, o que eleva o risco de morte.
- A greve começou em novembro, com pausa breve no Natal devido a mal-estar; ele tem uma condição genética chamada atrofia muscular distrofia da cintura que o torna mais vulnerável.
- Rupa Marya, médica que apoia o movimento, afirmou que a falta de água pode levar à morte em dias e que o estado de Khalid aumenta esse risco.
- Os demais presos que estavam em greve já encerraram as ações; os três últimos pararam há cerca de 10 dias após o governo britânico não conceder o contrato da Elbit Systems UK.
- A decisão de não premiar o contrato foi vista pelo coletivo Prisoners for Palestine como vitória parcial, enquanto Khalid continua em risco grave.
O final ocupante de uma greve de fome da Palestina Action continua sem ingerir água, após já ter parado de beber alimentos. O jovem Umer Khalid, 22 anos, está em protesto contra acusações a seu respeito por supostos arrombamentos ou danos criminosos atribuidos à organização.
Khalid iniciou a greve de fome em novembro e houve uma breve pausa no Natal, quando ficou indisposto. Ele e mais sete integrantes deixaram de comer para exigir a retirada das acusações, que contestam. Os demais encerraram os seus protestos, com Khalid mantendo-se em greve.
A greve entre os oito presos foi parcialmente suspensa após o governo britânico decidir não conceder um contrato de 2 bilhões de libras a uma subsidiária da empresa israelense Elbit Systems UK. Todos, menos Khalid, interromperam as ações há cerca de 10 dias.
Segundo informações de Prisoners for Palestine, Khalid tem uma condição genética, distrofia muscular de ligação de membros (limb-girdle muscular dystrophy), que aumenta a vulnerabilidade dele. A condição gera fraqueza e desgaste muscular em áreas próximas às articulações.
O médico citando a situação, Dr. Rupa Marya, afirmou que a continuidade da greve pode levar à morte em poucos dias, dada a saúde precária de Khalid. Marya afirma ainda que a ausência de ingestão de fluidos agrava riscos, especialmente para quem já possui a condição de saúde mencionada.
A entidade Prisoners for Palestine destacou que, ao não conceder o contrato à Elbit Systems UK, o Ministério da Defesa sinalizou uma mudança de postura, já que a empresa treinaria dezenas de milhares de militares no país. A decisão foi apresentada como cumprimento de um dos objetivos da mobilização.
Entre os demais que encerraram a greve neste mês, uma das protestantes, Heba Muraisi, chegou ao dia 72 sem ingestão de alimento, superando marcas históricas de greves similares. A organização frisou que a decisão governamental foi um desfecho relevante para a campanha.
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