- Incêndio em Gul Plaza, Karachi, começou no dia 17 de janeiro, deixando ao menos 67 mortos e 15 desaparecidos.
- O fogo se espalhou rapidamente e destruiu o complexo de 1.200 lojas; muitos evacuaram apenas com as roupas do corpo, sem condições de enxergar.
- A hipótese inicial aponta que o fogo teria começado em uma loja de flores artificiais; portas de saída 16, mas grande parte estava trancada após as 22h.
- Documentos oficiais mostram que o shopping violava normas de segurança há mais de uma década, com falhas em equipamentos de combate a incêndio e vias de fuga obstruídas.
- O resgate enfrentou atrasos devido à grande quantidade de pessoas, trânsito intenso e presença de materiais inflamáveis, enquanto sobreviventes relatam pânico e dificuldade para escapar.
Mohammad Imran só percebeu que era grave quando a fumaça já dominava os ductos do Gul Plaza, em Karachi. O fogo se alastrou rápido, apagou as luzes e tornou quase impossível enxergar. O shopping de 1.200 lojas ficou em chamas por quase dois dias.
Ao menos 67 pessoas morreram no incidente de 17 de janeiro, e 15 ainda estavam desaparecidas ao registrar o resultado mais intenso em mais de uma década na cidade portuária. Sobreviventes enfrentaram portas trancadas e rotas de fuga bloqueadas.
O fogo começou, segundo a polícia, em uma loja de flores artificiais, possivelmente por crianças brincando com fósforos. A grande maioria das saídas estava trancada após as 22h, prática comum, agravando a dificuldade de evacuação.
Situação de segurança e histórico de irregularidades
Documentos revisados apontam que o Gul Plaza violou normas de segurança por mais de uma década, com notificações de riscos graves nos últimos dois anos. A gestão não comentou o ocorrido quando procurada pela reportagem.
Relatórios da SBCA indicam ações judiciais por não conformidade desde 1992, com constrange de obras não autorizadas. Auditorias de 2023 e 2024 apontaram falhas em acesso a equipamentos de combate a incêndio, alarmes e iluminação de emergência.
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