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OMS lamenta decisão dos EUA de se retirar da OMS

A Organização Mundial da Saúde lamenta a decisão dos EUA de se retirar e espera que Washington retorne à participação ativa no órgão

A view shows The World Health Organization (WHO) headquarters in Geneva, Switzerland, January 28, 2025. REUTERS/Denis Balibouse/File Photo
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  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, em 24 de janeiro, que lamenta a retirada oficial dos EUA e espera que Washington retorne à participação ativa no futuro.
  • Os EUA deixaram a OMS na última quinta-feira, após um ano de avisos de que a saída prejudicaria a saúde pública local e global.
  • A administração do presidente Donald Trump criticou a forma como a OMS lidou com a pandemia de COVID-19, alegando influência política de membros e cobranças consideradas onerosas pelos EUA.
  • A OMS reiterou que apoiou a resposta à crise de saúde global sem precedentes e que os sistemas que desenvolveu contribuíram para manter países seguros, incluindo os EUA.

A Organização Mundial da Saúde expressou, nesta quarta-feira, que sente o desligamento oficial dos Estados Unidos da agência é um passo negativo para a saúde global. A cerimônia de saída ocorreu na última quinta-feira, após anos de advertências de que a retirada prejudicaria tanto a saúde dos EUA quanto a de outras nações.

A entidade confirmou que mantém a avaliação de que a resposta à pandemia de COVID-19 foi fundamental para reduzir impactos graves. A OMS destacou os sistemas que operaram 24/7 antes, durante e após a fase emergencial, contribuindo para a segurança sanitária mundial, incluindo a americana.

A decisão de deixarem a OMS foi tomada pela administração do então presidente Donald Trump, que criticou a atuação da agência durante a pandemia. As críticas enfocaram suposta influência política de membros, além de alegações sobre pagamentos considerados onerosos e desproporcionais.

A OMS afirmou ainda que continua a considerar positiva a cooperação com os Estados Unidos, ressaltando que o país contribuiu com recursos e know-how ao longo de décadas. A agência reiterou que os mecanismos existentes ajudam a manter a vigilância sanitária global.

Reação e contexto

Analistas, entretanto, destacam que a saída pode impactar a coordenação internacional de emergências sanitárias e o compartilhamento de informações. especialistas lembram que a colaboração entre países foi essencial para avanços em vigilância e resposta a surtos.

O comunicado da OMS, feito em nome da organização, não antecipa consequências específicas da saída para políticas de saúde globais, mas ressalta a importância da participação contínua de grandes nações. As informações foram apuradas pela Reuters, com base em declarações oficiais.

As informações originais foram produzidas por Anusha Shah em Bengaluru, com edição de David Gregorio. As normas editoriais da Reuters são indicadas como referência de conduta jornalística.

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