- Brasil assume a representação diplomática do México no Peru e iça bandeira brasileira na Embaixada mexicana em Lima.
- O rompimento entre Peru e México ocorreu após o governo mexicano conceder asilo político a Betsy Chávez, ex-primeira-ministra peruana condenada a onze anos por participação na tentativa de golpe.
- Imagens divulgas mostram a troca de bandeiras na Embaixada, localizada no distrito de San Isidro, em Lima.
- O governo peruano classificou a medida como hostil, afirmou que Chávez não era refugiada política e permanece na embaixada aguardando salvo-conduto; foi feita a acusação de crime comum.
- O Congresso peruano declarou persona non grata a Claudia Sheinbaum, presidenta do México, e o Brasil já representa a Venezuela no Peru após rompimento diplomático entre os dois países.
O Brasil assumiu a representação diplomática do México no Peru após o rompimento das relações entre México e o Peru. A troca de bandeiras ocorreu na Embaixada do México em Lima, onde a bandeira brasileira foi içada no lugar da mexicana. A posse da representação brasileira ocorre em meio a tensões diplomáticas entre os países.
O rompimento ocorreu após o México conceder asilo político a Betsy Chávez, ex-primeira-ministra peruana, condenada a onze anos de prisão por participação na tentativa de golpe liderada pelo ex-presidente Pedro Castillo. A decisão egresso mexicano ocorreu no início de novembro.
A ex-primeira-ministra Chávez permaneceu na embaixada peruana, aguardando salvo-conduto, e recebeu a sentença de onze anos e cinco meses de prisão pouco tempo depois. Em 7 de dezembro, Castillo tentou dissolver o Congresso e governar por decreto, mas não obteve apoio e foi destituído.
Rompimento de relações
O governo de transição do Peru, liderado pelo presidente de direita José Jerí, descreveu a medida como hostil. O Peru também declarou a presidente mexicana Claudia Sheinbaum persona non grata por interferência nos assuntos internos do país.
Reações e desdobramentos
O Peru informou a ruptura das relações diplomáticas com o México e destacou que Chávez não era refugiada política, mas sim alvo de processo por crime comum. O Brasil, por sua vez, passou a representar também a Venezuela no Peru, em razão do rompimento entre Lima e Caracas.
A troca de representações ocorre em um contexto regional de realinhamento diplomático, com consequências ainda em definição para a prática de convênios e cooperação entre os países afetados.
Entre na conversa da comunidade