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Dingoes de K’gari serão eutanizados após morte de turista canadense

Dingos ligados à morte de Piper James serão abatidos; governo de Queensland afirma risco público, enquanto proprietários indígenas dizem não ter sido consultados

A wild pure bred dingo on the beach at K'gari in Queensland’s Wide Bay-Burnett region. K’gari, formerly known as Fraser Island, is home to an estimated 200 dingoes, which are sacred to the Indigenous Butchulla people.
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  • O governo de Queensland anunciou que um grupo de dez dingos ligado à morte da turista canadense Piper James, na ilha K’gari, será euthanised.
  • A autópsia indicou evidências de afogamento e de mordidas de dingo, mas as feridas não teriam causado a morte de forma imediata.
  • Rangers relataram comportamento agressivo do grupo, considerado um risco público não aceitável, levando à decisão de remoção.
  • Os Butchulla, povo tradicional da ilha, afirmam não ter sido consultados sobre a medida e a classificam como caça de cães selvagens.
  • K’gari é parque nacional com gestão compartilhada entre governo estadual e os Butchulla; o tema envolve turismo e proteção à fauna local.

O governo de Queensland anunciou que o pack de dingos ligado à morte da turista canadense Piper James, de 19 anos, em K’gari, será abatido. A decisão envolve um grupo de 10 animais.

O caso ocorreu na ilha de K’gari, a cerca de 380 quilômetros ao norte de Brisbane. A autópsia indicou evidências de afogamento e ferimentos de mordidas de dingo, sem indicar que as mordidas tiveram morte imediata.

Rangers passaram a monitorar o bando ao longo da semana e observaram comportamento agressivo. O animal responsável pela morte era considerado um risco à segurança pública.

Powell afirmou que os dingos seriam removidos de forma humana e concluídos com a eutanásia. A medida é apresentada como necessária para a segurança de visitantes na ilha.

Desdobramentos e reações

Christine Royan, secretária da Butchulla Aboriginal Corporation, classificou a decisão como uma matança, e disse que os tradicionalistas não foram consultados nem informados previamente.

A ilha, parte de um parque nacional, é co­ma­nageada pelos povos Butchulla em conjunto com o governo estadual. A gestão prevê medidas de proteção, como cercas e sinalização de alerta.

Apesar de ataques de dingos terem aumentado, a ocorrência de mortes é incomum. A comunidade Butchulla defende que o turismo excessivo contribui para os incidentes.

Especialistas divergem sobre o impacto de perdas no plantel de dingos. Estimativas apontam entre 100 e 200 animais na área, o que pode afetar a viabilidade da população local.

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