- O chefe do Judiciário iraniano prometeu punições sem clemência para os responsáveis pelos protestos antigovernamentais.
- Ele disse que Justiça deve julgar e punir os que pegaram em armas, assassinaram pessoas, ou cometeram incêndios e destruição.
- As manifestações, iniciadas em janeiro, cresceram para um desafio ao poder clerical, com o governo anunciando repressão e um apagão de internet que isolou o país.
- O governo afirma ter registrado 3.117 mortos, sendo 2.427 classificados como mártires; grupos de direitos humanos apontam que a maioria são manifestantes.
- A Iran Human Rights estima que o número de mortos pode superar 25.000; HRANA indica mais de 26.000 detenções. O Irã ainda figura entre os países que mais aplicam pena de morte.
O Irã informou punições sem clemência para os instigadores dos protestos recentes. O anúncio foi feito pelo chefe do Judiciário, Gholamhosein Mohseni Ejei, no domingo, 25. A fala ocorreu por meio do portal oficial Mizan, do Judiciário. A autoridade ressaltou que justice significa julgar e punir sem clemência quem pegou em armas ou cometeu atos de violência.
Segundo o governo, 3.117 pessoas morreram nos protestos, incluindo 2.427 consideradas mártires; o termo é usado para distinguir entre civis inocentes e membros das forças de segurança. O governo descreve manifestantes violentos como incitados por potências estrangeiras.
Dados de organizações de direitos humanos divergem. A Iran Human Rights, ONG com sede na Noruega, aponta que o número de mortos pode ultrapassar 25.000. A HRANA, com base nos EUA, afirmou que mais de 26.000 pessoas foram detidas ligada aos protestos.
Números de mortos e prisões
O relato oficial fala em fatalidades associadas a tumultos, incêndios e destruição. Já organizações de direitos humanos destacam uma alta escala de mortes entre manifestantes, civis e suspeitos de participação nos eventos.
Contexto e repressão
Os protestos começaram no início de janeiro, surgindo de uma insatisfação com o custo de vida e se transformando em desafio ao governo clerical. O Irã fechau conexões de internet, dificultando comunicações externas.
O Irã é um dos países que mais aplica a pena de morte, atrás apenas da China. O aumento de prisões e as promessas de punições severas alimentam temores de uso de execuções para reprimir dissidência. As informações sobre o tema são monitoradas por organizações internacionais.
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