- Protests no Irã se tornaram as mais sérias e violentas desde a revolução de 1979, com grande atenção internacional.
- Iranians no exterior, especialmente nos EUA, relatam ansiedade constante e medo pelos familiares no Irã, agravados por cortes de internet.
- Muitos entrevistados dizem que protestos pacíficos não têm mais efeito diante da repressão do regime, que já resultou em milhares de mortes.
- Opinões divergem sobre intervenção internacional: parte considera ações militares ou pressões mais contundentes como únicas formas de interromper a violência; outros resistem à intervenção e pedem ações com foco em civis.
- Houve pedidos por sanções direcionadas, isolamento internacional e responsabilidade por crimes contra a humanidade, sem excluir a necessidade de proteger a população civil.
A partir de protestos intensos no Irã, a situação no país tornou-se a mais grave desde a revolução de 1979. Observadores observam um aumento da violência e de mortes em confrontos com as forças de segurança, enquanto a atenção internacional se volta para o Oriente Médio. Irmãos, amigos e familiares no exterior relatam apreensão constante.
Brasile entre os falantes do Irã nos EUA descrevem sensação de ansiedade e impotência, agravadas pelo isolamento provocado por quedas de internet. Vizinhos que mantêm contato com parentes no Irã relatam medo de prisões, ferimentos ou execuções durante protestos por dignidade e liberdade.
Fereshteh, pesquisadora de 45 anos, afirma que o impacto emocional tem sido devastador, mesmo à distância. Ela diz que muitos interlocutores defendem que manifestações pacíficas já não bastam diante da resposta com violência, prisões e execuções, sinalizando a percepção de necessidade de ações internacionais mais firmes.
Outro entrevistado, Ellie, 33, relata culpa de sobrevivência e paralisia diante das informações vindas do Irã. Ela sustenta que a repressão local tende a desestabilizar a região e que a omissão de ações internacionais perpetua a crise.
O que dizem os Estados entram no debate
Diversos respondentes destacam a percepção de fracasso de palavras e sanções para conter o regime. Um(a) software engineer na casa dos 30 afirma que, se medidas fossem eficazes, o Irã não continuaria a enfrentar violência nas ruas, pressionando a comunidade internacional a agir com contundência.
Moradores que escolheram permanecer anônimos apontam a esperança de assistência externa como uma via para aliviar a situação, citando promessas de promotores internacionais de apoio que não se concretizaram.
Maryam Tehrani, em Seattle, defende pressão internacional significativa sobre o regime, com sanções dirigidas a autoridades e isolamento internacional, além de responsabilização. Ela ressalta que a intervenção militar é arriscada, mas a indiferença não deve ser opção.
Sahar Haddadian, engenheira civil na Flórida, ressalta a prioridade de proteger civis e reconhecer o direito dos iranianos de escolher o próprio futuro, embora reconheça que a intervenção militar envolve riscos. Ela afirma que o diálogo falhou até o momento.
Alguns entrevistados divergem sobre a intervenção estrangeira. Uma mulher na Nova York descreve o sentimento de desesperança entre familiares, citando promessas não cumpridas de lideranças estrangeiras, como uma referência histórica de promissoras promessas não cumpridas.
Outro grupo enfatiza a necessidade de ações com consequências reais para líderes do regime, incluindo isolamento de responsáveis por crimes contra a humanidade, sem favorecer desfechos que atendam apenas aos interesses de potências.
Mais uma voz em Colorado afirma a oposição a conflitos armados, embora reconheça que, sem alguma forma de pressão internacional, é difícil ver uma solução para impedir a repressão em solo iraniano.
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