- Manifestação em San Salvador ocorreu neste domingo para protestar contra o regime de exceção do presidente Nayib Bukele.
- Segundo fontes oficiais, mais de noventa mil pessoas foram detidas desde 2022, com cerca de oito mil libertadas por serem inocentes.
- Grupos de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias e relatos de tortura; a ONG Socorro Jurídico aponta que cento e 470 pessoas privadas de liberdade teriam morrido desde 2022.
- A porta-voz Sonia Urrutia, do Bloco de Resistência e Rebeldia Popular, pediu o fim do regime de exceção e o respeito às garantias constitucionais.
- O Movimento de Vítimas do Regime (Movir) solicitou que a Justiça declare inconstitucional o estado de exceção; ativistas também denunciaram perseguição a ambientalistas, sindicalistas e defensores de direitos humanos.
O centro de San Salvador recebeu neste domingo uma grande manifestação contra o regime de exceção do presidente Nayib Bukele. A marcha foi organizada por movimentos sociais e coletivos de direitos humanos. Os participantes reivindicaram o fim das prisões sem ordem judicial e o respeito às garantias constitucionais.
Segundo relatos de participantes, o regime, que funciona desde 2022, já resultou na detenção de mais de 90 mil pessoas, com cerca de 8 mil liberdades após comprovação de inocência. Defensores dos direitos humanos ressaltam que, mesmo com a queda de violência a níveis históricos, há denúncias de prisões arbitrárias e de torturas.
A manifestação percorreu ruas do centro da capital, com faixas que denunciavam perseguição a ambientalistas, sindicalistas e defensores de direitos humanos. Também houve críticas à mineração, à demissão de docentes e à precarização de serviços públicos, como saúde e educação.
Contexto do movimento
- Movir, o Movimento de Vítimas do Regime, participou do ato e defendeu a declaração de inconstitucionalidade do estado de exceção.
- A ONG Socorro Jurídico informa que, desde 2022, 470 pessoas privadas de liberdade morreram no país.
- A mobilização ocorreu em meio a denúncias de uso político do estado de exceção, com oposição afirmando tratar-se de uma política pública de Estado.
O ato foi marcado pela crítica ao controle do Congresso, majoritariamente alinhado a Bukele, que aprova a continuidade do regime mensalmente. Os organizadores destacaram a necessidade de restabelecer direitos processuais e uma atuação governamental mais transparente.
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