- O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, pediu a Donald Trump que peça desculpas por comentários sobre aliados em Afeganistão.
- Pistorius disse que é incorreto e desrespeitoso falar dos mortos dos aliados dessa forma, afirmando que todos estiveram ao lado dos EUA.
- Ele pretende levar o tema à próxima conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e pediu desculpas a Trump.
- Milhares de tropas alemãs participaram das missões da OTAN no Afeganistão, e 59 militares alemães foram mortos.
- A crítica a Trump também veio de outros europeus, incluindo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em meio a debates sobre gastos da OTAN e dependência dos EUA.
Boris Pistorius, ministro da Defesa da Alemanha, pediu que o presidente dos EUA, Donald Trump, peça desculpas por declarações sobre falhas dos aliados da OTAN naAfeganistão. A cobrança ocorreu após Trump dizer, em entrevista, que os aliados teriam ficado “um pouco fora da linha de frente”.
Pistorius afirmou, em entrevista a uma emissora pública alemã, que as falas desrespeitam os mortos dos aliados e não correspondem à realidade. Ele enfatizou que milhares de tropas alemãs participaram das operações no país e que 59 militares alemães foram mortos.
Organização e contexto: o notícias referem que tropas alemãs integraram operações da OTAN em Afeganistão, como Operação Enduring Freedom e Resolute Support, iniciadas após os ataques de 11 de setembro de 2001. O objetivo foi apoiar a coalizão liderada pelos EUA.
O ministro brasileiro? Não. A denúncia se conecta a críticas de líderes europeus, que também condenaram as observações de Trump, e à defesa de uma postura mais independente da Europa em assuntos de segurança.
Reação europeia e próximos passos
Pistorius disse que discutirá o assunto com o secretário americano da Defesa, Pete Hegseth, na conversa programada, e reforçou o pedido de desculpas como sinal de decência e respeito.
Além de Alemanha, líderes britânicos e outras autoridades reagiram, ressaltando que as perdas de soldados são lembradas pelas nações envolvidas e que o tom de críticas pode impactar a cooperação na defesa coletiva.
A fala de Trump também gerou críticas sobre o papel de países aliados na defesa conjunta, com avaliação de que alguns membros não cumprem metas de gasto com defesa. A discussão ocorre em meio a debates sobre autonomia europeia em segurança.
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